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28 August 2019

[BURLA #2] Uma semana conturbada no Olimpo

Muitos de vós já sabem a nossa opinião sobre a tradução da nossa história canónica "A ambrósia mal-amada" para o francês. Desde a escolha polémica do título (diga-se que nunca foi sequer explícito que se tratou de "uma semana"...), a mudança de nome de alguns personagens (o nosso Hades passou a chamar-se Coraçãozinho de Satã...), ou a introdução demasiado óbvia de referências à música POP portuguesa dos anos 80.
É com nojo que reagimos ao sucedido: a nossa tradução do francês "Une semaine conturbais dans L'Olimpe" ou lá o que é, já com problemas, está a ser reimpressa em Portugal, no Brasil e nos PALOP como "Uma semana conturbada no Olimpo", sendo que o burlão assina a história com o seu nome (que não vamos colocar aqui porque é desnecessário citá-lo de forma direta). Pensamos que o próprio burlão não sabia que o original já era em português, daí ter traduzido para a língua original.
Enfim, é um caso caricato este em que nos vemos envolvidos.

Uma semana conturbada no Olimpo


Ouviu-se o divinal suspiro de Vénus. Tinha preparado um banquete para três, mas Marte nunca mais aparecia. Estava já de rolo massa na mão quando chegou Coraçãozinho de Satã.
- Querida Vénus, que bela refeição me apresentas!

Ao mesmo tempo, em Namek, Marte vestia-se.
- Marte, fica mais um pouco, o Orfeu ainda demora - mas Marte já saía.
- Euridice - disse Marte, sem nunca olhar para trás - tu continuas à espera do melhor que já não vem. Ouvi rumores de que a cabeça decepada do Orfeu continua a cantar por ti, enquanto desce o rio Evros.
- Que maus agouros me trazes! Desaparece daqui!

- Vénus, tu estás só e eu mais só estou, e há uma noite para passar. Porque não vamos unir-nos? Porque não vamos entrar na aventura dos sentidos? Tens a minha mão aberta à espera de se fechar nessa tua mão deserta.
- A esperança foi encontrada antes de ti por alguém, Coraçãozinho de Satã. O meu amor é o Marte.
- Vem, que o amor é o momento que o faz, e eu sou melhor que nada!

Nisto, entra Marte em casa, e prontamente leva com o rolo de massa na tola.
A comida já está fria! - gritou-lhe Vénus.
- Desculpa o atraso, fui buscar a sobremesa, este belo pudim.
Vénus aproximou-se e cheirou o pudim. Marte perguntou-lhe:
Então? É ambrósia?

Anos mais tarde, Marte cavalgava um unicórnio com o pudim no regaço; estavam a caçar javalis alados. Marte avistou um e disparou uma flecha, que acertou no lombo do javali.
- Vês, filhote? O segredo para caçar um mortal é este: fazes-lhe uma ferida profunda, e depois esperas que ele se esvaia em sangue. Nós temos tempo, podemos ser pacientes, eles não.
Eventualmente apanharam o javali, ataram-no a uma pata traseira do Pégasus e começaram a voltar para casa. Até que:
- Paizinho, eu sei que fui adotado.
- Adotado?! Eu mesmo te concebi, com toda a minha pujança! Eu, Marte, Deus da Guerra!
-Sim, paizinho. Reconheço as minhas feições em ti. Mas a mãe... ela sempre me trincou a torcer o nariz. Nunca me apreciou como a sobremesa divinal que sou, muito menos como seu filho.
Oh pudim, tu não és fácil de amar. És... um gosto adquirido.
Com isto chegaram a casa. Vénus preparava a mesa, só para dois.
Ele trouxe o pudim outra vez ... - resmungou.
Marte e o pudim entraram em casa e pousaram o javali na banca. Estava um ambiente pesado enquanto removiam as entranhas do bicho. Quando já não dava mais:
Marte, quero o divórcio. Eu sei que confecionaste esse pudim com o rolo da Eurídice.
Por Zeus! Por quem me tomas?!
Seja como for, eu preciso de experimentar novos sabores, sou uma jovem ainda. Contigo é sempre pudim! Adeus Marte!
Vénus preparava-se para sair de casa enquanto Marte chorava num canto, até que o pudim interveio, num rasgo de heroísmo pouco comum em Homens ou Deuses.
- Papás, não tem mal, eu próprio me como. Preciso apenas de três coisas: uma colher, canela, e um beijinho de despedida.
Ainda de lágrimas nos olhos deu a primeira colherada.

16 June 2016

Um pacote a olhar para ontem

Capítulo I - Numa estrada em Technicolor

Estava um plátano ao Sol a contar trocos. A pseudobaga precisava de meia dúzia de tostões para apanhar o autocarro até Torres Vedras, mas só tinha 9. Teve de prosseguir a pé.
Andou e andou, até que deu de caras com um pacote de farinha de trigo.
- Olá amigo, que fazes no meio da estrada? Perdeste o sentido da existência? Não vês que quero passar e não me apetece fazer desvios?!
- Não sei… Só me lembro de ir a caminho da pastelaria Aparício. Ia fazer uma visita de final de ano lectivo e caí da carroça.
- FINAL DO ANO LECTIVO? MAS ESTAMOS EM 1948!! - interrompeu, de forma desnecessariamente brusca, o frutício.
- 1948? O ano ou local? Não me calhava nada bem ser 1948…
- O momento! O ano lectivo já acabou há mais de 15 lulas - esclareceu o amarelo - estás aqui de papo para o ar há duas cervejas? E a economia?
- Eh pá, quero lá saber disso, só tenho planos para 2016, tenho de acabar um top dos melhores filmes dos anos 80. Mas se isto de facto é 1948 causa-me algum transtorno.
- Eu dirijo-me a Torres Vedras, que fica adiante de 2016. Queres vir comigo?
Partiram juntos, mas antes de darem duplo-add no WhatsApp para continuarem a conversa encontraram um bife de peru pendurado numa árvore. O plátano levou a mal:
- Pretendes imitar um bananáceo mas o cheiro a bifana expôs-te!
- Não, apenas caí de uma avestruz.
- Pomada! Se falasses a verdade terias face de Honest Abe.
- Dito isto seguiram. A pseudobaga descascou-se e gritou:
- Estou farta de travessões. Vou enfiar este direitinho no potoca do maranhão!
Estavam nesta fabulação quando chega o dia 25 de Dezembro. O pacote ficou nostálgico quando viu numa televisão próxima um saleiro em forma de enchido. O seu padrasto, carapetão que era, uma vez apareceu vestido de salpicão. Mudou de canal e estava a dar Dragon Ball. “Olha o Sonbocu!”. Na realidade, era Umigame: a sua esposa ainda não tinha regressado da lua-de-mel, já tinham passado mil anos. Era um filler.
- Estou muito ansioso, Roshi! A minha Tuguinha deve-se ter perdido.
- Cala-te, espécie de mesa de café ambulante.
O pacote pegou nos travessões e constrúiu uma ponte para dentro da TV.

Capitulo II - "A metapod may change into an alheira, but the heart that beats inside remains the same"

Umigame carpia, era Natal, era estufa, era Dâmaso Salcede: “Tenho sede, Quaresma” diria Eça, havendo amêndoas. Mas não havia. Bebeu água salgada, porém engasgou-se numa sardinha, a sua mãe adoptiva. Pobre infeliz, logo neste dia que o fazia recordar tantos períodos festivos passados em alegria e harmonia com a sua mãe sardinha e Darth Vader, o papá.
O seu pai era Darth Vader? Como? Vader fecundou um Peliper numa viagem ao Canal Caveira. Vamos contar a história.
Certo dia Darth espirrou num frasco a partir de uma extermidade central do seu corpo após visionamento cobiçoso de Banthaas, como a sua índole requeria. O radar de Bulma estava a falhar e indicou-lhe o dito cujo como se fosse uma bola de cristal, que ela roubou. Infelizmente isto calhou no Dia da Independência e caiu-lhe uma nave marciana na tola, fazendo-a perder o frasco. O vidro eventualmente foi encontrado e ingerido por Will Smith que fez uma lipoescultura com o conteúdo. Colocou-a numa prateleira sobre o aquário, mas quando Martin Lawrence saltou lá para dentro a arte foi atrás. Lawrence lançou uma pokébola e capturou um pequeno Wingull que por ali passava, “Piu!”. Para secar enfiou a lipoescultura numa carcaça de Metapod, mas esta, de imediato, evoluiu para uma alheira. Wingull, impressionado, digivoluiu para Angemon e depois para Peliper. Comeu a alheira mas engasgou-se e desatou a cuspir figos. Sete triênios depois, Vader apareceu em casa de Smith para uma noitada de bridge. Smith andava a tentar engatar uma sardinha nesta altura, mas foi com Vader que ela engraçou, ao topar que ele ressonava muito alto e conhecia calamares generais. Mataram o rapper de Bel Air e decidiram adoptar aqueles figos que Smith guardara, já podres. Eventualmente Vader reconheceu-os como seus descendentes porque possuíam a Força de três maçãs e disse: “Sou vosso ancestral direto, tartaruguem-se através deste wingardium leviosa!”. E os figos viraram uma pequena Cheloniidae. No entanto, aquela feitiçaria teve um efeito não antecipado: fez com que todos os Natais tresandassem a podre.

Capitulo III - O Ouroboro-Orestes

O cheiro a figo esborrachado enchia-lhe o coração e agora, passados 1637 anos, Umigame comia figo com sardinha, era uma espécie de Édipo, mas em boa verdade só lemos a versão resumida na Nova Gente. Nisto, um plátano e um pacote de farinha de trigo atravessam a revista preferida de Roshi. O velho, que sangrava abundantemente pelo nariz, mandou dois pinotes. Quando sossegou e estancou a hemorragia disse:
- Vou-me vestir de Pai Natal.
Umigame foi ter com os estranhos, queria fazer um panado daquilo.
- Calma amigo, nós estávamos a ver TV e decidimos vir até aqui pois o nosso enredo do outro lado envolvia enfiar travessões no potoca do maranhão, e isso torna-se aborrecido. Que fazem por estes lados?
- A tristeza apodera-se de nós, a solidão envolve toda a nossa existência, escasseiam os frutos secos. Enfim, chamam a este lado de Inferno. Bem-vindos.
- Nunca pensei visitar uma ilha tropical no Inverno. Podíamos fazer de renas e dar mais charme à coisa. Têm por aí narizes vermelhos e cornadura? - perguntou alguém.
- Isso talvez animasse Roshi. Ele está a ficar biruta devido à referida falta de frutos secos e à solidão. Talvez o alegrasse ter um Natal com mais amigos. Podíamos fazer uma surpresa. - soletrou Umigame.
- Mas como? Ele já vestiu as calças… Ainda vamos a tempo?
- Umigame telefonou a Goku. Transcrevemos a conversa:
- Campeão, o Mestre está xoninhas. Importas-te de falecer? Depois aparece toda a gente e diz um cliché.
- Claro, é capaz de ser giro e parece ser um plano sólido.

Capitulo IV - Yahoo Answers

Roshi, vestido de Pai Natal, relincha repentinamente:
- Valha-me Kami, e as renas?
- Estamos aqui! - disseram os nossos heróis, disfarçados.
Almoçou-os.
- Agora preciso de mais.
- Estou aqui! - disse Umigame, disfarçada.
- Não sei do raio da tartaruga, vou ter de consultar esta série de tubos para te arranjar um nariz vermelho.
Queria escrever “Como arranjar nariz à Rudolfo”, mas não percebia de teclados, escreveu “Oi, tudo bem coiote?”. Transcrevemos o primeiro resultado:
“Ela trabalha em uma lotérica e já faz uns 2 anos que eu pago contas lá, a primeira vez que eu fui nessa lotérica ela ficou me encarando e não tirava os olhos de mim, foi assim por alguns meses eu ia lá e ela ficava me olhando, mesmo quando eu ainda estava na fila, depois de um certo tempo toda vez que eu chegava lá ela dava uma olhada para mim, nos meus olhos, mas depois parava, e é assim até hoje quando eu vou la, eu comecei a gostar dela mas nunca tive coragem de perguntar o que ela sente, algumas vezes que eu vou lá ela nem olha para minha cara, ou pelo menos eu não vejo ela me olhando, outro detalhe é que quando eu olho para ela, e ela está me olhando, ela pára de olhar e vira o rosto, alguns dias atrás eu fui lá, ela me olhou diretamente nos olhos enquanto estava na fila, e quando fui no caixa dela ela sorriu e me disse “oi”, enquanto estava me atendendo ela olhava para mim e quando eu olhava ela virava para outro lugar, depois quando eu estava indo embora ela falou “tchau”.
Será que depois de tanto tempo ela continua olhando porque quer alguma coisa comigo?
Eu descobri o orkut dela e adicionei ela e escrevi uma mensagem assim para ela:
"Oi, tudo bem?
Estou te add porque queria te conhecer melhor, se quiser conversar me add no MSN"
Depois disto ela me adicionou no orkut, mas não mandou nenhuma mensagem.”

Capítulo V - Als heel de wereld eens van stokvis was

Quando chegaram à casa de Goku, esta estava toda rebentada. Seria obra de Antonio Veerbeck? Olhando para cima viu Vegeta nu e em posição de salpicão! Goku, vendo Roshi em perigo saltou em cima de Vegeta.
- Optimpopompopmopom, não farás mal ao Natal! Pai Natal, trouxeste o regalo que me fará a menina mais alegre da aldeia?
- Ouh ouh ouh! Foste bom petiz?
Aproveitando a distração, Vegeta atirou Piccolo ao ar e espetou-lhe um pêro, impalando-o em Kakarot.
- Oh my god! Holy shit, Jay! Oh my god! Look at that fucking thing, bro! Fiquei orfão - choramingou Gohan.
Roshi atirou as mãos à cabeça e arrancou o chapéu.
- NÃO! Para quê tamanha violência? - disse enquanto tentava arrancar a barba, não se lembrando que era sua - Sou eu, o mestre das artes marciais, venho aqui mostrar o meu carinho por vocês e acabo a assistir ao empalamento do meu discípulo mais capaz. Que desgosto! Já não bastava ter ficado com a revista rebentada...
Dito isto, saiu de debaixo dos destroços “toda a gente”, a mandar foguetes e cenas do género que se mandam quando se faz uma surpresa.
- Supresa! - disse toda a gente.

Roshi, perplexo, perguntou o Umigame quem ia contar à Kika o sucedido, quando a viu entre toda a gente.
- Foi isto um plano maqueavélico da velha bruxa para se livrar do Goku e comer o Vegeta? Ela sempre preferiu outros vegetais a cenouras.
Mas Goku falou-lhes por telepatia:
“Meus amigos, aproveitem o Natal que é uma época muito bonita! Comam muitas filhoses e rabanadas e partilhem a vossa companhia com toda a gente. Até um dia!”
Umigame olhou para Roshi, com uma lágrima no canto do olho.
- Roshi, passámos tantos Natais sozinhos, liguei a uns amigos e decidimos organizar esta surpresa. O Goku foi-se mas podemos ligar-lhe todos os domingos.
- Mas... nós já cá vínhamos de qualquer forma, até me mascarei de Sinterklaas?!?!?!?
- Pois, mas assim foi surpresa e tal… Rebentámos com ele, e depois … “Surpresa!”. Para matares saudades podes recorrer ao stash de revistas que guardaste na casa do Goku para emergências.
- Mas essas agora estão soterradas, seu anormal. Mesa de café ambulante.
Neste momento fez-se silêncio porque o bife de peru caiu da árvore. Estava maduro.


Als heel de wereld eens van stokvis was
En elke boom een worst
En iedere plas van zuiver schoensmeer
Waarmee lest men dan de dorst?

- Antonio Veerbeck



9 June 2016

Antonio Veerbeck, o Holandês Irreverente

O Crow e o doom encontraram um dia um jovem holandês dono de um grande coração. Não tanto no sentido de ser bom para os outros, amigo do seu amigo, mas sim de ter um coração tão grande que fazia pressão contra os seus pulmões, o que acabou por levar à sua explosão. Antes de rebentar, no entanto, deixou uma vasta obra composta por textos em prosa e poesia.

Considerado um escritor avant-garde pela sua informalidade gramatical e ortográfica, é hoje visto como um dos autores mais importantes do início do século XXI. A sua produção foi toda elaborada em ambiente virtual, o que acentua a sua vanguarda literária.
Eis, Antonio.



Boas, Sou o Antonio Veerbeck tenho 26 anos e sou da Holanda.
Adoro o Dart Vader e o meu planeta preferido é Jedi Conce, um dia gostarias de ter a coragem e preserverancia de um Tatuin, aguentar com as tempestades de areia é algo que me fascina. Vejo Star Wars logo quando estreou e por isso sou fanatica.
Sou fanático de Dragon Ball tal como de Star Wars. Adoro o Vegeta e vejo quase todos os dias o Dragon Ball. Dragon ball e Star wars rulam!!!!!!!!

Auto-Biografia (excerto)



Ik was in in gat,
en het verscheen een kikker,
ik heb hem gelijk opgegeten,
het was een grote ruin,
Als het goed bewaard werd,
zou ik twintig dagen geven,
Oh Van Cruyf,
om het vee te weiden!

Canção a Alblasserwaard, a minha Terra



Eu para alem de animes e poesia gosto muito de andar de rollerblades e as vezes faço truques com os rollerblades, ja ando ha um mes e consigo fazer grids nas paredes, ainda caio as vezes mas nao faz mal porque uso joalheiras e protecções nos dentes.
O meu filme de SW prefferido é o "Revenge of the Sidious" porque acho que é muita emossao ver o Anakim ficar o Darth Vader apos tudo que se passou ao longo dos episodios nr 1 a 6 que foram tambem bons e o terceiro foi mais emossionante e sim gosto dos outros.

As minhas paixões



Na Holanda eu estou num fanclub que as vezes faz "extreme moves", uma vez fomos nus à Bart Smite pedir artigos de Star War porque é uma vergonha porque nem um busto ha... Acabaram por fechar o nosso centro do club e agora ja nao temos promotiões na Bart. Uma vergonha, espero o resto da Europa nao seja mesmo que Holand nesse ponto aspetual.
Crónica: A Vergonha da (e na) Holanda



Era sempre De Spookdreiging RACER! com os amigos, os no espaço não gostei.
Crítica aos Jogos Star Wars


9 August 2015

Colagem Agrabah

Han Solo e Chewbacca preparavam-se para despertar uma fúria inimaginável que somente os jedis conseguiam:

"Chewie, pronto para soltar aquele breque poderoso?"

"Han, precisamos (de) dar um tempo" disse Leia pelo hologramofone, parecia o texugo meloso Pepé Le Pew.

"Jaaahhhpyyynntooooh"

"Olá Chewie... Bom dia... Onde está o presumível inocente?"

"Pelo que sei ele está..." dizia Han, disfarçado de C3-POE. "Deixa recado ou liga depois?" Mas ela desligou de imediato.

Leia pegou seu cabeçudo e foi jogar o Carnaval.

********

Han e Chewbacca prosseguiram para a Estrela Que Mata para explodirem com aquilo usando um penedo que encontraram num restaurante Ithoriano. Vader despia o fato de salpicão quando tocaram à campainha. A reserva era para as 7:30, Vader não ligou e chamou o Uber.

- Somos todos parvos em cuisine Ithoriana, penso. Por isso ninguém comenta algo de jeito ao ler os menus. - disse Vader a Zeca Zé.

- Amigo, cá eu tou tão acostumado aos fóruns daquelas lulas em certos aspectos (tu sabes, Darth de quais falo) que até estranho quando chego em um fórum ithoriano. Mas chegámos! São 3.37€.

- Mas olha Zeca, adoro ver essas cenas meio místicas que tu trazes no carro, são algo meio inédito para mim e único também - comentou Vader antes de entregar a guita - Cantas para mim, Zeca?

Seremos taxistas?
Ou somos da Uber?

Somos uberistas?
Ou somos umas bestitas?

Argh piratas?
Ou argh estupidos?

Graaaawr sou um wookie?
Graaaaaar estou woke?

Graaaaaaaawr graaaaawr
Graaaarawwwrrs

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As bandas vegan que tocavam na cantina de Agrabah eram outro ponto místico... Já Tatooine estava parada nas cenas místicas.

Em Tatooine, Javva iniciara uma tertúlia, o tema da semana era:

- Qual o fosso canyon fffavorito? Meufs amigos, digam de fossa justiça.

Vader tinha tirado um dia de férias para paricipar no evento. Gostava sempre de dar a sua dose de Estrelitas.

- Gostam de comer escargots? Se gostam, recomendo a cantina do Canyon dos Pedintes ali ao lado - sugeriu o ditador.

- Tive lá um encontro de fans de iPhones! - gritou MC Bib 4-Tuna - metemos aquilo a cozer em Gungan Juice e mandámos forte nos fumos!

- Inspiraram os fumos? Adoraria ter ido nesse encontro no canyon mas devido uns problemas pessoais não pude comparecer. Fui um dos que participou do encontro no Mar húmido de um planeta no sistema de Teke Ro e achei sensacional, aliás, nesse encontro até discutíamos sobre a cor do fato ali do Darth Vader ... que poderia ser muito bem um ... azul marinho!, ... quase indo ao preto!, mas não necessariamente ... preto.

Ao que Vader comenta:

- Queria ser o teu Jabba...

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- Vi os filmes do Lucas apenas e nada muito além disso, e para ser sincero, até arrependo-me porque queria saber muito mais do universo dos Jedis - lamentou Darth Beterrabas a Darth Ananás, falecido a seu lado.

- Deviamos ser nós a escolher o que é um canone e o que é um danone! - gritou ao morto - Eu ao menos ainda posso dormir com o peluche, Nanás. Já tu é só danones aí na campa, é um cheiro a iogurte estragado que não se pode...

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Noutro ponto da galáxia, Mace Windu, que agora pouco fala e só gesticula, veio-se com aquela conversa de que devia ser branco! Apesar de tudo, estava altamente com as suas meias das Estrelitas.

- Não sei se viste, mas o rapaz ali no chão riu-se tanto que tropeçou no mastro do Anakin com a bandeira do poster do terceiro filme (A Vingança dos Sith)! - contou um pastel verde, animado.

- Bem lembrado! - concordou outro pastel verde - mas isso, apesar de engraçado, (sim, porque ver ele debulhado sob o chão rendeu altas gargalhadas) preocupou-me porque a queda foi um bocado violenta, lol.

- Ouvi dizer que o The Exile e o Darth Nihilus andaram à porrada por causa da Kreia? O aleijado ali no chão ainda me esteve a tentar explicar, mas sabes como é ele falar...

- Hum, por acaso até parece estar fixe o jogo (nem olhei). Recordo-me de jogar um qualquer título da saga KotOR na Xbox 360, mas uma vez por outra lá falhava o botão e punha o dedo onde não devia, claro que rapidamente era empalado pelo vigoroso sabre de luz dos Sith.

- Já agora, o que é feito da Surik, pessoal? - perguntou o pastel #1 ao pastel #2 e ao inválido - Que eu saiba nunca mais apareceu nos encontros... Tem algo a ver com a cena do Skywalker?

- Ouvi dizer que a Surik estava a tentar reconstruir o mastro da bandeira do Ana Quim Skywalker.

- É dessa paradinha que eu estava a dizer! Tens mesmo um ganda senso de observação, deverás ser o novo Sherlock e o crippled poderia ser o Dr. Watson porque ele tem um rosto de médico formado em Coruscant.

- A Surik ainda anda cabisbaixa pela cena que aconteceu ao Quim Skywalker, mas diga-se de passagem, ele bem que mereceu! Quem o manda dar com o mastro nos cornos no mestre, ele tem uma grande fixação por essas cenas.

- Que arquitetolos! Nessas horas devemos é meter a banana na rosquinha dos desenvolvedores e deixar que eles se lasquem.

********

- O Bobba Fetta talvez tenha visto o Greedo ao longe na rua. - comentou a mãe de Bobba enquanto servia o jantar.

- Nunca mais falei com o Greedo, nem o vejo desde 16 de Julho. - choramingou o bounty hunter sanguinário.

- Tira o capacete à mesa, tem respeito pela tua mãe! Já por isso, o jantar parece estar terrível, não comam isso - alertou o pai Jango.

Chegou a irmão mais velho de Bobba a casa, nu e violada à moda de Alderaan. Para tentar disfarçar disse:

- Seria fixe construir um Millennium Falcon em tamanho natural, como barco catamaran. Eu levo os pneus!

********

Vader, Chewbacca e Solo estavam em mais um dos seus famosos jantares, mataram-se javalis e tal blabla, ao mesmo tempo andava Leia a fazer as suas cenas.

- Vou ver Dragon Ball ao vivo em Paris! - fritou o Wookie.

- GRAWWWWWWWWWW - comentaram Vader e Solo.

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por doom, crow, Solid Snake @FanForce/DragonBallPT, O_broche_da_moderação @FanForce/DragonBallPT, Darth Pureza do Santos @FanForce/DragonBallPT

5 August 2012

Agente Penedo Das Trevas Em Busca Do Tempo Perdido: Ano 1750

`Doraemon! El gato cosmico!' clama Trunks, espantado.

`Ojala mis sueños se hicieran realidad,
Se hicieran realidad por que tengo un monton!
Doraemon puede hacer que se cumplan todos,
Con su bolsillo magico mis sueños se haran realidad :)
Quisiera poder volar por el cielo azul!'
canta o Penedo.

`Este es el gorro-coptero!' retribui Doraemon, enfiando o mecanismo na cabeça de Trunks.
`Ja ja ja! Tu siempre ganas, Doraemon!' continuou o penedo, escorregando para dentro do buraco negro enquanto Doraemon e Trunks conseguiam escapar à força gravítica do mesmo.
`Doraemon! Como me encontraste neste malfadado canto cósmico? Estava prestes a transformar-me em massa Milaneza, mas sem sal! Salvaste-me, porquê?'
`Vi-me aflito para te encontrar! Primeiro ias chocando comigo em 750 e desviaste-me da trajectória, fui ter a 2011, a um sítio chamado Tóquio, e tive de ficar a auxiliar um jovem desajeitado, de nome Nobita, até arranjar combustível suficiente para sair dali. Passei mais de trinta anos lá por tua culpa! Ele agora é um empresário de sucesso mas perdi muito tempo naquela vida. Entretanto recebi notícia que tinham sido destruídos os andróides, tal como o Cell e o Buu, na linha temporal em que nos encontramos e tive de me apressar pois Arale não brinca em serviço! O plano de Gero sempre foi bem sucedido... Bem, deves ter fome depois de tanto tempo sem comer, conheço um sítio aqui perto com dorayakis apetitosos.'
`Eu comi dois abrunhos há umas horas. Quando manjo gosto de enfardar mas disto as minhas refeições por longos intervalos de tempo.'
`Assim evitas paragens de digestão, fazes bem. No entanto devo informar-te que já passaram algumas centenas de anos, nove para ser exacto, acrescidas de quatro décadas, para os habitantes da Terra.'
Trunks verificou o seu relógio. Era do Pato Donald. Nele observou que eram 3 da tarde e o ano ainda 810.
`És traquinas Doraemon! O relógio, tal como o algodão, não engana!' cuspiu Trunks, atirando-lhe um kangaroo pequenote para o bolso. Doramon cabeceou-o e levou-o de volta para a Terra. Trunks não queria acreditar que andava um kangaroo por ali e ficou a matutar sobre isso durante a viagem.

A meio da jornada viram um cão cósmico. Era Snoopy. Acharam giro mas continuaram em frente. Snoopy no entanto começou a ladrar.
`Fecha a gola, cão ranhoso!' ultrajou Doraemon.
`O Charlie Brown é nabo!' injuriou Trunks.
Snoopy, triste, sobe para o topo da casota, que ali flutuava. Tinham-no derrotado.
`Se agires com essa firmeza facilmente derrotarás Arale, ela tem fraqueza contra ofensas deste nível' afirmou Doraemon, sacando da bolsinha uma maquineta `Isto é o... Difama-Donzelas! Pode vir a ser necessário. Arale adora dar com pauzinhos na cabeça para fazer batuque. E em cócos. Portanto o plano é o seguinte: dançar ritmos africanos!'
`Hm, oh Doraemon, isso não me parece muito astuto da nossa parte. Que tal tirares um cóco gigante da tua bolsa de kangaroo?'
`Para emporcalhar isto tudo?! Gosto de asseio, no século XXII. Mas admito, faz sentido. Assim ela vai gastar os pauzinhos todos a dar-lhe. Ficará distraída e poderemos dançar sem receio.'
`Não viemos aqui para dançar!'
`Vê lá se queres ir recambiado para o buraco negro. Dançamos! Depois tratamos de nos livrar dela com o Difama-Donzelas.'

Os campeões da virtude chegam ao escritório do Yemma e observam que a Terra está com soluços. Arale deu-lhe um copo de água. Doraemon e Trunks prosseguiram com o plano.
`Atira-lhe o poio cor-de-rosa!' uivou Trunks.
O projecto correu-lhes de feição. Arale corria atrás do dejecto colorido e eles dançavam ao som de Buraka. Mas Trunks apercebeu-se de algo. `Estamos presos neste impasse há três dias e ainda não dispusemos de Arale.'
Ligou o Difama-Donzelas. Arale sucumbiu por entre ofensas ao seu carácter e sentido fashion.
`Viva!' gritou Trunks. `Mas era apenas uma criança!' Trunks riu-se. Mandou um pulo e vinte coices ao Doraemon.
`Noutra altura isso deixar-me-ia excitado, mas na actual situação apetece-me enfiar-me na bolsa' E enroscou-se muito em Trunks. Trunks emocionou-se. O pobrezito deve ter sentido saudades do tal Nobita ao ver a carinha de Arale na sua plena juventude.
`Não podes tirar nada da bolsinha que te faça feliz?'
`Arale deu cabe da Terra e deixou-a ensoluçada, nada pode salvar esta linha temporal. A única solução seria brincar aos engenheiros genéticos e levar-te ao próximo estado da evolução: um Star Child.
Havia ali gato escondido com o rabo de fora! Doraemon podia ser a arma final do Doutor Gero. No entanto, de facto a Terra estava num estado patológico lastimável e ele era fã de Frederico Níche e o seu ubermensch. Com o peito firme de um verdadeiro campeão aceitou a proposta.
`Vou magicar, então!' Doraemon tirou um mecanismo da bolsa e carregou no play. `Quando o processo terminar deves sentir uma breve náusea, é normal, e poderás restaurar a vida à Terra e ...'
`Pareces nervoso, gatinho. Mia uma canção!'
`Não há tempo. Estou nervoso porque da última vez houve muitos efeitos psicadélicos. Não sei se os consigo evitar, prepara-te. Vou alinhar os planetas!'

Trunks viu-se dentro de um ovo. Observou o corpo... era um bebé! Mas sentia-se iluminado, e com fome. Na mão, uma sandes. Mais, era ainda a sandes de atum feita pela sua antiga mãe. Lembrava-se vagamente da sua vida anterior mas tinha a certeza desse facto.
Depois de saciar a fome apeteceu-lhe criar um pequeno planeta. Arrotou uma folha de alface e dali fez a Nova Terra. Cuspiu sementes de sésamo do pão e fizeram-se os seres vivos. Expeliu o atum e dele fez a nova raça humana, os Atuns.
A profecia cumprira-se! Avé Akenatum!


Crow & doom

3 August 2012

Agente Penedo Das Trevas Em Busca Do Tempo Perdido: Ano 810

Durante a curta viagem para o Futuro, Trunks pensou no gato cósmico que tinha avistado no início da sua demorada navegação espaço-temporal. Queria muito fazer-lhe festas.

Quando chegou ao destino apressou-se em verificar a data. Encontrou um erro! A sua mãe devia ter-lhe ensinado aritmética com minúcia pois, mais uma vez, tinha ido parar ao raio-que-o-parta! Em vez do ano 780 estava num ano desconhecido, o que era algo maçador. Correu em frente e avistou dois abrunhos falantes.
`A Capsule Corp. ainda vende salada de fruta?' inquiriu.
`Boas tardes para ti também! Mas respondendo à questão, já há muito que temos uma fantasia em sermos misturados com uns kiwis e morangos suculentos. Infelizmente a Capsule Corp. foi fechada. O seu proprietário, Bejita-sensei, fartou-se do sector de restauração porque lhe cheirava sempre a cenouras' lamentou o abrunho.
`Se calhar estais a referir-vos ao meu pai! Ainda é vivo?'
`O sr. Bejita-sama? Claro, agora é o Imperador Galáctico! É o ser mais forte do Universo, muito viril e apreciado pelas suas patilhas inovadoras, que renova mensalmente.'
`Está giro! E Gohan?'
`Gohan? O solteirão de meia-idade que aparece nas revistas femininas? Com a morte do pai ele recusou-se a participar em mais disputas violentas e prosseguiu os seus estudos universitários. Dedicou-se à investigação dos benefícios do tabaco para o cancro do pulmão quando combinado com a ingestão de vitamina C.'
`Onde poderei encontrá-lo?'
`Com a mulher, Broly, na casa de praia em Vegeta Town.'
`Obrigado. Digam-me, estão maduros?' e comeu-os.

Trunks viu, no GPS, onde ficava a habitação da sua paixão e correu até lá. Ao chegar, deparou-se com uma louraça escultural e com seios exorbitantes!
`A senhora deve ser fresca, deve!' ganiu Trunks, a desembainhar a espada com a qual penteou uma macaca.
Horas depois apareceu um individuo de cabelo grisalho e ventre prenhe que ficou chocado com a cena, era a segunda vez aquela semana que se encontrava prenhe, já ver a mulher com outros era bastante estimulante.
`Soy Gohan! Puede me uno a vosotros? Me gusta el pelo azul!'
Trunks, que era acanhado, sentiu-se embaraçado e lembrou-se da sua missão.
`Gohan, sou eu, o teu amigo do Futuro! Vim salvar a Terra dos androides mas estou constantemente com problemas de índole humorística, não fosse serem...'
`Parou! Vieste do Futuro? Como?'
`Através de um aparato amarelo! Foi desenhado pela minha mamãzinha, a Bulma!'
`Espera, tu és o Trunks? O filho do Bejita-hakase?! Com mil bolas de cristal e dois feijões mágicos! Mas do Futuro? Aqui não há muita gente a dizer mal de androides, são úteis para a lida da casa.'
`Não são esses, eram uns grandes que destruíram a minha linha temporal.'
`Não estás a mentir-me, Trunkinhos? O teu pai venceria quaisquer androides tal como o fez nesta linha temporal com o Cell e o Buu. Não tens de mentir, ele expulsou-te de casa, não é verdade? Já tens idade para trabalhar e ser íntimo com donzelas e meretrizes. Tens a pele em muito luzidio e imaculado estado para a tua idade.'
`Tenho 27 anos, ainda sou um jovem concupiscente e laborioso! Já agora, o meu pai capotou na cabeça do Goku para ter a certeza de que a epígrafe de "Homem Mais Forte" lhe passaria a pertencer?'
`Não, o meu papá teve um ataque e acabou por bater a bota. Bateu com ela na sua cabeça e teve febre. Foi ao médico que lhe passou uma receita baseada em chouriças transmontanas. Isto agravou um pouco o seu nível de colesterol, o que molestou o seu organismo resultando na sua morte por ICC.'
`Insuficiência cardíaca congestiva?'
`Não, ingestão compulsiva de choiriças!'
`Arre! Tudo porque me esqueci de lhe dar um paracetamolzinho e um medicamento para tratar do fígado...' lastimou-se o nosso Aquiles sem calcanhar. Estava feita a bonita! E o que teria acontecido com Cell?
`O Cell foi derrotado pela solidez inexorável do Bejita-daitoryo, mas não parou por aí a proeza do teu pai. Seguiu-se a subida ao trono do combatente insuperável. E tudo correu de feição ao nosso Senhor, pelo menos até ao surgimento de Bubu Gordão! Aí as coisas azedaram: primeiro apareceu Babidi, uma espécie de Kadabra mas misturado com uma barata, acompanhado pelo diabito em pessoa, Dabura! Diziam que precisavam de energia para alimentar painéis fotovoltaicos mas a boa-fé não abundava em si! Desejavam reviver um ser maléfico feito de plasticina e sofreguidão.'
`E como conseguiram eles tamanha crueldade?'
`Bem, o teu pai enervou-se com o cheiro emanado pela horta de cenouras para recriação da minha mamã e alcançou a fase de SSJ3, o que foi suficiente para ele se enervar ainda mais pois a transformação estragou-lhe o penteado, não combinava com as ceroulas e a Bulma ficava algo apática ao observá-lo. Matou-a, e o stress de ter de reunir as bolas de cristal para lhe restaurar a chama acabou por ser o bastante para Babidi armazenar a energia necessária e assim ressuscitar o Demo de play-doh lilás.'
`Wow, o meu progenitor é fantástico. Como venceu esse mensageiro da calamidade?' perguntou Trunks, com grande curiosidade.
`Bejita-meijin usou uma criança cega de forma a poder observar todos os movimentos de Buu, pois este era afinal agradável quando interpelado por ceguinhos pobres sequiosos de leite. Ao longe, Bejita-heika, calculava meticulosamente a melhor forma de despedaçar o inimigo. Um genial estratega! Decidiu ensartar um mecanismo explosivo no rapaz. A criança chibou-se ao Bubu Gordão mas, isto é o mais genial, o mecanismo explosivo era, na verdade, despoletado pelo delatar do nosso agente infiltrado. O teu pai transformou-se num donut com cobertura de brilhantismo! E o balofo explodiu, juntamente com o nosso Oliver Twist dragonbolesco!'
`Que herói! E o Dabura e a barata, o que lhes sucedeu?'
`São empregados-de-mesa, desistiram completamente disso da malvadez.'
`Obrigado por me deixares ter relações com a tua esposa e me informares sobre o estado desta linha.'
`A Broly é uma safadita, sempre nas escapadas! Quanto ao relato, o prazer já foi todo meu, visita sempre que puderes.'

Trunks seguiu o seu caminho, queria ir visitar o Mestre-Kame. Na sua ilha estava Krillin e uma rapariga formosa de glândulas mamárias ao léu. O nosso companheiro de história procurou averiguar a localização do velhote de óculos-de-sol.
`Oh Krillin, onde está o Tartaruga? E quem é a tua companheira?'
`Ói, quem és? Aviso-te que sou treinado em artes marciais!'
`Sou o Torankusu Burifu, filho de Bejita-tono.'
`Tretas, o Trunks nunca sai de casa.'
`Eu sou o Trunks do Futuro, mas vim do Passado... É complicado...'
`Bem, vou confiar em ti. A minha amiga é a Lunch. Herdámos a casa do Mestre quando ele faleceu com uma hemorragia nasal... de três semanas...'
`Mas como?' questinou Trunks. Lunch chegou-se à frente e elevou o peito: `Assim!'
E o evento causou uma hemorragia de três semanas a Trunks. Quando finalmente recuperou e abriu os olhos viu Lunch pentear-se com Krillin de costas voltadas para ela.
`Que raio?'
`O teu querido pai decidiu destituir o povo de todos os espelhos, causavam-lhe dor de unha quando eram banhados em aguardente pelo Heracles, um ex-lutador medíocre de artes marciais que agora é um sem-abrigo e anda a gritar obscenidades sobre coisas obscenas com um cão bege atrás. Por isso sirvo de reflector de beleza à Lunch. Alhamdulibejita!'

Trunks fartou-se, era altura de confrontar o pai. Apanhou um táxi até WST 3338926 K e verificou que estava abandonada. Os escritórios haviam mesmo sido transformados em moradias para ratos e já não havia sinal de "Boas-Vindas" na entrada.
`Se calhar vou às Informações perguntar do paizinho' e dirigiu-se para o antigo gabinete da bófia, no centro da West City. Ao lá chegar viu um enorme edifício com a cara do antigo Príncipe dos Saiyans esculpida no topo e um letreiro a dizer: "Mama-se mama-sa mama-ku-sa, ajoelhem-se perante moi!" Trunks entrou e viu que o hall estava recheado de tipos engravatados. Dirigiu-se à recepção e clamou:
`Quero o sr. papá! Mas tenho receio que ele...'
`Um impostor assassino! Agarrem-no!' vociferou o Trunks do Presente, saindo de trás de uma árvore. Trinta seguranças saltaram do tecto e agarraram o Trunks do Futuro/Passado pelo escalpe. Levaram-no para uma sala escura e puseram a tocar Coldplay e Nickelback, com o interlúdio a ser a 9ª Sinfonia. Horas após o início da tortura Trunks começou a dançar ritmiticamente até lhe cair um braço. Tinha sido um sonho, ainda estava a dançar. Caiu-lhe então uma porta em cima, era Bejita-hoshi que chegava:
`Pára tudo! Rebento já este planeta se me lixam este filho normal! O meu outro está sempre em casa e já é velho, nem para saco de boxe serve. Este não é um impostor, contratei um penedo há uns anos para se espetar contra a máquina-do-tempo deste jovem e ele acabou por vir parar aqui, como planeei. Estava ansioso pela sua chegada!'

Trunks não escutara nada disto, estava demasiado atordoado com a visualização de um gato branco no canto da sala, agora iluminada. Karin pulou para a cabeça de Vegeta e miou:
`Desculpai a intromissão, mas isto significa guerra. Não gosto de gente a aumentar as despesas da casa, a electricidade gasta nesta brincadeira da tortura é desviada da minha ração e dá-me vontade de arranhar cortinas.'
`Quem sois, oh felino falante?' questionou Vegeta, com voz gravíssima.
`Sou o grande mestre Karin! Perdi o meu posto graças aos teus shenanigans e desde que proibiste o uso de feijões mágicos tenho morado na sala de tortura porque me fazem bem os gritos lancinantes e gosto da ração fornecida. Mas o teu cabelo também já precisava de uma cortadela. Mudo-me para aqui se tratares do meu pelinho com caricia.'
`Feito, gosto de chapéus! Agora, tenho de abraçar o meu psicólogo, está na hora da minha sessão' virou-se para Trunks e saltou-lhe para as cavalitas `Prisioneiro, leva-me até à sala 1138'.

Os três empinados seguiram para a devida sala. Era luminescente, no entanto sombria. Lá sentada estava a Morte, que roncou para quem desejasse ouvir:
`Estou disfarçado de Bulma para o Bejita-chan me beijar, mas falta-me pôr este gato preto, Scratch, no ombrito.' Scratch passeava-se pelo bosque e não estava disponível para comentários.
Pela sala entrou a nossa camaradagem, barulhenta, e avistou o Anjo do Abismo. Karin sentia más vibrações vindas da esquerda. Foi de lá que veio o seguinte som:
`Só tenho um filho!' Bulma estava enfurecida `Beija-me meu traquinas' atirou a Vegeta enquanto recebia uma SMS de S. Pedro a pedir para avisar a Morte que devia deixar-se de palhaçadas e voltar para o jogo de poker. A Morte lá partiu.
`Bulma, de que falas?'
`Quem é esse rapaz igualzinho ao nosso pequerrucho? Será que finalmente decidiu largar o Facebook e socializar connosco? Parou de jogar Dragon Ball Online para andar a cavalgar-te? Que sejam louvados os Kais!' latiu Bulma.
`Esteja calada, mulher infernal! Trata-se dum Trunks, sim, mas do Futuro/Passado. Podemos substituir o nosso por este exemplar.'
`O meu filho pode ser um rebarbado, mas nunca o trocaria por outro. É verdade que não o vejo há 19 anos, 7 meses e 30 dias, faz amanhã 19 anos e 8 meses que deixou de usar aqueles calções ignóbeis e aquelas meias folclóricas, e se fechou no sótão, sentado ao computador. Que desgosto me deu... Como gelados com a testa desde que o Vegetinha me proibiu de papar chocolate com o cotovelo graças às atitudes do meu rebento.'
`A vossa história familiar é interessante, mas quero bazar. Há algum mecânico de veículos espaço temporais que possa devolver a qualidade útil à minha nave e assim possibilite o meu regresso à mamã' pediu Trunks, triste.
`Tens o Mr. Popo que agora concerta popós, a sua oficina ainda fica longe, é no templo do Kami' sugeriu Scratch, com voz de tenor.
Trunks retirou Vegeta das suas costas, deu-lhe uma beijoca e despediu-se com esta frase, para descansar os pais virtuais: `Absens haeres non erit!' Vegeta largou uma lágrima, Bulma atirou-se da janela mas Vegeta agarrou-a e beijaram-se em plena queda. A Morte riu-se pois tinha conseguido disfarçar-se de janela e aquilo trazia-lhe algum conforto, gostava de romantismos e de bónus monetários, que recebia do Big Guy caso houvesse um combo de falecimentos violentos.

Trunks virou costas, acelerando para o local onde estaria o nobre sufista. Ao chegar constatou que Mr. Popo não estava nas redondezas. Avistou um portal azul e pensou: `Quero croquetes!'
Viu aproximar-se Coraçãozinho de Satan, com ar fanfarrão, que lhe atirou, alto e bom som:
`Tens uma lima para limar um limão? Desejo limonada, faltam-me limoeiros!'
Trunks percebeu que ele o queria sodomizar, algo maçador, algo lisonjeador. Decidiu enfiar-se no portal. Foi parar furtivamente atrás de Satan, tinha sido uma armadilha! Satan colocou-se em posição mas Trunks pontapeou-o, desalmadamente, na cabeça verdinha.
`Agora não, estou indisposto. Onde anda o Senhor Popo?'
`Aleijas! Não que eu não aprecie a violência, mas patadas na cachola desconcentram-me. Mas vá, a dor é efémera, tal como foi a permanência do Mr. Popo neste mundo. Liquidei-o, tal como ao que vocês chamavam Dende e era, na verdade, um sapo. Porquê? Porque esta é a única maneira de conquistar a rapariga dos meus sonhos, uma namek chamada Dalila muito marota. Gosta de poder, por isso preciso de dominar a Terra novamente, desculpa lá o assunto. Mata-me, não mereço viver, ai que dor me atravessa.... o coraçãozinho!'
Trunks dá-lhe o golpe de misericórdia escrevendo o número de telemóvel de Dalila, de quem fora íntimo enquanto procurara a gruta de Gero, e ligando-lhe de seguida:
`Pá, mas que vem a ser isto? O Coraçãozinho não te chega como electricista? Precisas que ele te aborde de maneiras megalomaníacas para te entregares como te entregaste a mim? Lembro-me bem das badalhoquices que sugerias mesmo sem saberes que eu preferia raparigas conservadoras. Eu sou safado, mas tu abusavas! Uma vez até sugeriste um Old King Clancy, és uma maluquita! Ainda penso se até o Tartaruga Genial era suficientemente pervertido para te ...'
Nesta altura, Satan efectuou sepukku com uma antena, morte trágica para sujeito tão galante. Trunks decidiu ir para o planeta do King Kai ver se o Mr. Popo andava morto por lá.

Foi de catapulta. Ao chegar, ficou estupefacto com o que observou: Mr. Popo a jardinar! Regava tulipas com arte, salpicava girassóis com perícia, borrifava dentes-de-leão com sapiência ...
`Alto e para o baile! Pareces o Jim Crow do Dumbo!' gemeu Trunks, tinha demorado anos a ver a estereotipização racista de tal maneira vincada. Optou por ignorar `A minha espaço-nave chamuscou-se quando aterrou e agora preciso de uma peça para me animar. Tens? Falo de uma peça teatral do Almeida Garrett. Possuis?'
`Só tenho peças para naves!'
`Ah, eu estava a esquecer-me que o que realmente necessito é o que referiste. Tens?'
`Pois certamente! Desde o meu deslocamento para este planeta que a veia mecânica despertou em mim. É esta a peça?'


Trunks observou-a com cuidado e constatou que era o que precisava. Roubou-lhe a peça e perguntou:
`A Snake Road ainda é o caminho para o check-in do Rei Yamma?'
`Trunks stole my piece!'
Trunks viu que devia partir dali antes que Popo evoluísse para Jynx. Saltou para a estrada e seguiu caminho.
Durante o percurso encontrou Olibu, grande e louro, e discutiram quem mais flexões faria. Entretanto chegou uma fadinha dizendo:
`Serei a comissária do desafio! Principiem!'
Trunks rapidamente chegou ao milhão mas Mijorin apareceu e deu-lhe uma dentada na axila, assim atirando-o para o Inferno.
`Ai mãezinha!' soltou Trunks enquanto caía no abismo. Em seu socorro vieram imediatamente as Forças Especiais. Trunks soltou um gemido ao ver as fatiotas e o baile. Ainda durante a queda, Trunks pensou em como um dia sem Sol era como a noite sem uma mariscada.
Quando atingiu o solo foi levantado por Guldo, mas não gostou da sua viscosidade e deu-lhe um chuto no olho da esquerda, terminando a sua existência lastimável.
`Porque estás tão bravo?' inquiriu a consciência de Trunks. Voltou-se para Burter e gritou `Como raio saio deste sítio?'
`Afaga-me a carapaça do crânio e terás a tua resposta, gatinho!'
Trunks afagou, com vigor, levando Burter aos Céus, tanto metafórica como autenticamente, irónico. Ginyu foi chamar o elevador para a Snake Road e mandou Trunks no seu caminho.

As portas abriram-se e Trunks chegou ao escritório de Yemma mas, em vez de um gigante cornudo, encontrou dois gémeos angelicais de cabelo verde e fatiota ridícula.
`Que sucedeu, Gatchan?' interpelou uma moça fofíssima, com cabelo arroxeado e asinhas no boné, além de uns óculos todos hipster. Trunks emocionou-se tanto com aquele carisma que vomitou uma citação de Arquimedes:
`Arranja-me uma cena para fazer força contra esta tábua que eu faço a Terra ir parar ao caral ...'
`Sou a Arale!' interrompeu-o a diva `és um cocó? Posso dar-te com este pauzinho?'
`Dá-me com isso e parto-te os óculos. Onde está o Yamma? Escondeu-se por sentir uma presença mais poderosa que três maçãs?'
Arale mandou-lhe uma pedrada que o fez desmaiar. Quando acordou, Arale contou-lhe os recentes acontecimentos, enquanto o picava com um pauzinho:
`Agora sou a Gran Supreme Karale! Rebentei a Vila Pinguim sem querer, matei o Kaíbe e os outros Kais e domestiquei o Yemma. Agora vivemos num Mundo cheio de cocós para meu deleite!'
Trunks viu que a Paz nunca poderia reinar com uma tirana daquela categoria. Aquela linha temporal ainda precisava dele e assim lhe surgiu o seguinte plano: rebentá-la toda e reestabelecer a ordem!
`Vou-te pulverizar com o Burning Attack!' Trunks fez a coisa das mãos mas teve uma surpresa.
`Reles tentativas de me ferir falharão, para castigo vou-te colocar na periferia de um buraco negro que há para o Quadrante Sul. Reinarei sem oposição! Mas, antes de o fazer, deixa-me revelar que quem me criou foi... o Dr. Maximiliano Gero! Ele previu a tua vinda, tudo correu como planeado!' riu-se Arale antes de socar Trunks.

Pobre petiz, Arale cumpriu a ameaça.

Quando Trunks recuperou a consciência estava a cair e sentiu a gravidade a puxar com mais força os seus pés do que a sua cabeleira azul. Sentiu-se bem, como que a fazer um estiramento cósmico. Ao olhar para baixo viu um pequeno ponto onde nada se passava, totalmente obscuro. Mas sentia-se mesmo como que a fazer yoga! De repente começou a sentir um ligeiro desconforto interior, como se as moléculas do seu corpo se estivessem a separar ao nível da cintura.

Esparguete! Lembrara-se de repente de uma conferência a que tinha ido assistir, dada pelo dr. Neil, Ph.D. Um destino cruel parecia acercar-se. Trunks pensou ver um gato ao longe, mas convenceu-se que era a sua cabecinha a pregar-lhe partidas, provavelmente eram as memórias de início da viagem a misturarem-se com os encontros com Karin e Scratch. Isto levou-o então a pensar mais atrás, em tudo por que tinha passado naquela aventura que durava há quase uma década. Prometera à mãe que se iria afastar para salvar o mundo, e o que conseguira? Nada! Gero vencera, com Arale.

Enquanto se lamuriava e aceitava tudo isto deixou-se ir, pronto para o inevitável...


Crow & doom

2 August 2012

Agente Penedo Das Trevas Em Busca Do Tempo Perdido: Ano 759

Nove anos mais tarde, Trunks e #8 lá dão com uma cadeia de montanhas e vêem a entrada da gruta. #8 começa a ter espasmos e rebenta. O prazo de validade devia ter expirado. Trunks prosseguiu sozinho, depois de reciclar o que conseguiu.

Quando finalmente chegou à gruta teve de parar um segundo para se lembrar da sua missão, há tanto tempo iniciada. "Giro!? Gezó?! GERO!!" Era preciso parar esse patife e as suas criações malfazejas! Para tal começou por pontapear um bebé chamado Idasa que, assim, já não o defrontaria no 25º Tenkaichi Budokai. Entrou de seguida na gruta onde viu Dr. Gero a pentear a cabeleira.
`Fiz extensões!' declamou o malvado cientista `Quem és? O gigolo que chamei é famoso por miar muito ao entrar! Não mias sócio?'
`Devo-me ter enganado na gruta. Procuro o temível cientista, o Dr. Gero!' retorquiu com firmeza o nosso campeão.
`O meu irmão-gémeo? Está nas suas invenções na gruta do lote 5, 2º esquerdo. Mas tens uma espada tão grande... Não ma emprestas por uns minutos?'
`Só se for pela cabeça do teu irmão. Temos acordo?'
'Claro que não!' negou o sujeito penteado.
Trunks cortou-o em dois e dirigiu-se à gruta certa.

Entrou e preparou-se para partir tudo! No entanto viu algo que o comoveu, deixou-o em lágrimas e o fez cair desamparado: estava o Dr. Gero a segurar um pudim! Não comia nenhum fazia mais de nove anos. Tinha de o ter! Avançou lentamente e disse:
`Boa tarde, como está? Será que me pode dizer as horas.'
Gero estranhou pois só recebia visitas do seu irmão, sempre embriagado e acompanhado de jovens formosos.
`São três e meia da tarde, mas quem és?' retorquiu o homem da ciência.
`Er... sou... um amigo do teu caro irmão! Ele pede pudins porque está para organizar uma jantarada. Podes fornecer alguns? Os convidados estão a chegar.' Gero chupou o pudim à Ricardo Araújo Pereira. `Já não há mais!' e, no meio de risos e roncos, acrescentou `Porque tens sangue na espadinha que trazes às costas?'
`Ah... isto foi... cortei-me no dedo!' e miou `Sou o gigolo famoso que mia. Queres festa grossa?'
Dr. Gero começava a achar que de facto não se divertia o suficiente.
`Pode ser, que queres em troca? Tenho musses!'
`Burro! Sou Trunks, o espadachim deambulante! Ruroni Trunks! Quero explicações antes de te destruir!' gritou temerariamente Trunks.
`Destruir-me? Divertes-me! Que explicações, por curiosidade?'
`Desejo saber tudo sobre androides!'
`Hm, uma vez que te curto vou fazer uma apresentação em PowerPoint a explicar isso.'

Passado 20 minutos Gero tinha acabado e Trunks percebeu que tinha perguntas a fazer:
`O que raio foi isso? O que aconteceu aos androides depois da jogatana de futebol? Ainda chegaram para o jantar?'
`Esses androides, do #1 ao #7, entraram em combustão instantânea pouco depois da futebolada. O #8, como era guarda-redes, safou-se, mas desapareceu. O #9 tentou escapar mas caiu de um penedo e partiu-se todo. Os outros ainda comeram frango comigo nesse dia mas estão a hibernar agora. Tens algo contra eles, colega?'
`Venho do Futuro que eles tornaram num caos.'
`Ai sim? Missão cumprida então!' e mandou um chuto na boca de Trunks, que foi imediatamente analisar a ferida causada pelo pontapé com uma lupa e um espelho. Concluiu que ia entrar em hemorragia e correu para a casa-de-banho. Fez as necessidades e voltou a sair mas não viu que não tinha puxado o autoclismo. Nisto surge um androide, #10, alto, de cara muito branca, com caninos prolongados, capa preta, cabelo negro aparado e bem penteado, um sotaque húngaro cerrado porém requintado e um cartão no bolso da camisa.
`Vim chupar pescoços de qua-quas ou humanos!' proclamou a criatura demoníaca.
Trunks percebeu que tinha sido o sangue a chamar o Nosferatu. #10 dirigiu-se à sanita e admirou o upper-decker. Voltou a sair e pisou o pé do Dr. Gero.
`A tentar escapar à nossa jantarada com vinhos, senhor Vladimir? Instalei uma barreira anti-fugas que o impede de fugir mais, não sabia? Tente e verá o que lhe sucederá' desafiou audazmente o doutor.
#10 ia a tentar mas lembrou-se do propósito do seu cartão.
`Trouxeste algum qua-qua?' perguntou o androide a Trunks `Trago uma receita que te vai deixar um amante da cozinha bolchevique, mesmo boa para chupar o foie gras com uma palhinha e o pescoço com os dentinhos' disse ele, próximo do nirvana.
`Foie gras? Sabes como fazem pudins com patos no futuro? É com os calcanhares deles!' e espetou-lhe um soco nos calcanhares `E essa barreira, Gero, faz mal aos níveis de colestrol?'
`Não, simplesmente explode os androides!' retorquiu este Einstein endiebrado `#11, liquida-o!'
Enquanto #10 rebolava de dores aparece outro sujeito com ar robótico com #11 pintado na cartola, que tinha apenas um olho, estava de pantufas e traje académico.
`Vamos lá ao negócio, és o dealer?' perguntou #11 ao nosso camarada `Tens ar de drogado, orientas-me morfex ou angel dust?'
Trunks pegou na espada e sacou um frasco com PCP que deitou fora `Drogas fazem mal!'
#11 pegou naquilo e injectou-se. Passado dois minutos arrancou o seu único olho e começou a dar cabeçadas nos joelhos. Havia falecido.

#10 inicia CPR mas já era tarde demais. Trunks lembrou-se então: `Espera! Tens de lhe acariciar a orelha para isso funcionar. Com uma rapariga isso resulta.'
`Cala-te! A culpa é tua! Vou lançar a minha fúria. Gero, dá-me um batuque que crie ambiente!'
Gero deu-lhe um puro som e Vlad estava pronto para tudo.
`Já apanhei o feeling, vou partir para a acção!'
`Porque estás a citar Da Weasel? Não encaixa na tua personalidade gótica' exclamou Trunks, o guerreiro de cabelo azul.
`O #11 falou em morfex e lembrei-me das cantigas que ouvia quando morava em Almada. Mas deixe-mo-nos de trivialidades e vamos lá à rap battle. Oh yeah!'
Trunks rebentou-lhe a cabeça com o seu charme ao expelir as seguintes afirmações:
`Venho do Futuro, sou duro, olho-te de cima, nem sei se a tua mãe te mima, já saí com a tua prima. Yeah yeah, ah ah! Comi-a numa esquina... a farinha! À tua prima disse “Olá doçura!” eu atirei “Baza” e acrescentei “para minha casa? Ou preferes já aqui? Chamas-te Mimi? Papo-te na mesma com um dó-re-mi!'

Outro androide havia chegado. `Que raio se passa aqui? Que basqueiral vem a ser este?'
`Dou-lhe com a alma!' terminou o rapper Trunks `Quem és tu?'
`Eu fiz perguntas primeiro, mas passo a responder ao inquérito: sou #12, o teu pior pesadelo! Fui concebido para aniquilar pessoas que se colocam no caminho do meu criador. Prepara-te para ser pulverizado, muahahahah' ameaçou o robot baixinho que cheirava a amêndoa amarga, tinha duplo queixo e arrotava uma chave no fim de cada palavra.
Gero, já desesperado, corria, de rabo empinado, para dar ordens finais a #12: `Usa as metralhadoras que tens em vez de sobrancelhas.'
Trunks transformou-se em Super Saiyan e sem perder mais tempo fez um Burning Attack destruindo todos os androides presentes. Gero implorou-lhe `One last drink, please!' mas Trunks não foi na conversa, gritando: `Isto é pelo #8!' e mandou-lhe uma cabeçada nas antenas. Teve então um breakdown.
`Seu nazista loiro, que raio fazes a chorar?' questiona Gero `O Exército Vermelho mata pessoas, é apenas natural que também mate androides defeituosos e sem utilidade, como o teu traidor #8. Matas-me mas o meu legado vai-te destruir e perseguir em tempos futuros. Come lesmas!'
Trunks recompôs-se e decidiu, finalmente, acabar a existência do doutor. Largou um cocktail molotov, para terminar tudo da forma mais irónica possível, que rebentou o laboratório. Depois de confirmar que tudo havia ido pelo ar concluiu:
`Ainda não vou comer a sandes porque pode vir a ser necessária se tiver fome dentro de um ovo.'

E partiu para o local onde tinha estacionado o seu veículo, a ilha do Tartaruga Genial. Rasgou as multas de estacionamento e enfiou-se lá dentro. `Partida, mas antes matar a Videl para ter o Gohan só para mim!'
Fez o serviço e voltou para o teletransportador. `De volta a casa então!' e pressionou botões.
Um azarado, o nosso ousado cavaleiro medieval, pois esqueceu-se que tinha de avançar 20 anos para voltar ao seu lar, e não mais de cinco décadas.


Crow & doom

1 August 2012

Agente Penedo Das Trevas Em Busca Do Tempo Perdido: Ano 750

Trunks finalizava os preparativos. Estava a pôr uma sandes na lancheira do Goku, feita por Chi Chi há já muitos anos. Era de atum. Bulma, ansiosa, dormia no sofá da sala com o gato preto do pai empoleirado na cabeça. Trunks partiu, deixando um bilhete com a seguinte mensagem: "Mãezinha, brb! Cell e tal". Era um bom petiz este Trunks, sempre a querer o bem do mundo.
Entrou na máquina, tendo em mente as caras dos falecidos amigos. Tinha de avisar Goku sobre os androides e dar-lhe um medicamento para tratar do fígado, destruído pelo álcool consumido durante o aniversário do Piccolo. Levantou voo, mas chocou com um penedo e ouviu um "bip". Ignorou e prosseguiu. Conferiu que tinha o cachecol, porque era Inverno para onde ia, e acelerou para o hiperespaço.

A viagem foi curta, só se recordava de quase embater num gato cósmico azul. Com o GPS, descobriu a localização da casa do Tartaruga Genial.
`Olá mestre. Sabe indicar-me onde se encontra Goku? Ele corre perigo, e é perigo grave!'
Tartaruga Genial estava a actualizar-se nas suas revistas femininas, surpreendendo-se com a chegada de um moço de cabelo pintado numa nuvem de metal: `Quem és tu rapaz?' perguntou `Onde arranjo essa cor?' continuou. Trunks corou que nem um comunista e disse que precisava da informação rapidamente. O Tartaruga viu o correio chegar com mais uma revista. Trunks começava a perder a paciência e virou-se para Umigame.
`Uma tartaruga vive 10,000 anos' informou-o Umi, ficando feliz com a ocorrência e indo tomar café. Trunks, desesperado, cabeceia um penedo, iniciando uma burlesca hemorragia. O Tartaruga Genial fica bastante aflito ao ver sangue e começa a fugir em direcção à casa de Baba. Tropeçou num cartaz publicitário da Sumol e voltou atrás. Entregou-o a Trunks que viu a data e achou estranho, devia ser antigo. Lá conseguiu que o mestre lhe desse as coordenadas de Goku.
`O petiz está em combate' disse ele antes de se concentrar de novo nas revistas.
Trunks, alarmado, partiu imediatamente. Eram umas coordenadas muito a norte, o cachecol sempre vinha a jeito.

Lá foi ele a toda a velocidade. Chegou a uma torre, semi-destruída, e entrou para lá com a espada desembainhada. Correu a procurar Goku. Pelo caminho viu uns homens em equipamento militar mal-tratados, aquilo tinha mão do seu “tio”! Finalmente chegou ao cimo da torre, onde se encontrava um rapaz com cauda a lutar com alguém com um símbolo que reconheceu como sendo igual ao dos androides.
`Quem sois vós?' perguntou Trunks. Os dois continuaram o combate, ignorando-o. Trunks observou melhor e gritou:
`Gohan!'
`Avózinho?' disse o rapaz-macaco.
Ao dizer isso Goku virou-se e abriu a boca. Antes que ele cantasse Trunks reconheceu-o.
`Impossível...'
A luta prosseguia: Goku mandou um murro no General White. Este cai e parece inconsciente mas rapidamente recupera e dispara contra o petiz héroi. Trunks estica a espada, intercepta a bala, corta White em dois e faz uma coisa esquisita com as mãos chamada "Burning Attack". Goku olhou-o surpreendido `Quem sois vós? Para quê tamanho banho de sangue?'
`Não é possível! Serás tu...?' diz Trunks a lembrar-se do cartaz. Foi aí que percebeu que havia recuado mais do que previra... maldito penedo! Havia-lhe desregulado a configuração do sistema! `Eu vinha aqui para te ajudar, corres perigo de vida noutra linha temporal, foi engano da minha parte.'
`Quem és tu?! Tens o símbolo da empresa da minha amiga Bulma! Trabalhas para ela?'
`Er... é uma historia complicada...' disse Trunks já desiludido com a sua ideia de vir ao passado, havia sido uma perda de tempo.
`Então penso que estou de partida!' proferiu Goku, voltando costas e preparando-se para partir com um amigo que entretanto se tinha levantado, era de grande envergadura e dava ares de monstro de Frakenstein. Ao observar melhor, Trunks surpreendeu-se ao reconhecer um símbolo familiar.
`Ei, espera! Esse símbolo...' disse, dirigindo-se ao suposto androide `... és um deles? Quero dizer... tens alguma relação com o exército da Legião Vermelha?'
`Este é o meu amigo #8. Vamos pescar!' respondeu Goku.
`#8?' Trunks pensou se este não seria um antigo androide do Dr.Gero `#8, quem é o teu criador?'
Desta vez foi o próprio #8 a responder: `O Dr. Maximiliano Gero, deve conhecê-lo, estudou culinária até aos 17 e lançou dois livros de sucesso moderado sobre doçaria conventual que lhe abriam as portas para um programa televisivo nas manhãs de fim-de-semana. Um dia no entanto, ao preparar um pudim molotov, enganou-se nalguns ingredientes e acabou por ficar com um cocktail molotov em mãos, percebendo assim que o que gostava mesmo era de ser maléfico, nomeadamente através da arte da robótica. Pegou no chapéu de pasteleiro e fugiu, pintando-o, posteriormente, de preto e colocando-lhe um autocolante da Legião Vermelha para se disfarçar dos empregadores da TV.'
`Sim, conheço, cala-te!' vociferou Trunks ao lembrar-se de um plano `podes levar-me à gruta dele?'

E assim, o nosso atrevido e imprudente Trunks vai com #8 em busca de Dr. Gero, enquanto o audaz Goku segue a sua demanda contra a Red Ribbon Army, não sem antes ir apanhar uns formosos robalos!


Crow, doom, MV, Isinha