2 August 2012

Agente Penedo Das Trevas Em Busca Do Tempo Perdido: Ano 759

Nove anos mais tarde, Trunks e #8 lá dão com uma cadeia de montanhas e vêem a entrada da gruta. #8 começa a ter espasmos e rebenta. O prazo de validade devia ter expirado. Trunks prosseguiu sozinho, depois de reciclar o que conseguiu.

Quando finalmente chegou à gruta teve de parar um segundo para se lembrar da sua missão, há tanto tempo iniciada. "Giro!? Gezó?! GERO!!" Era preciso parar esse patife e as suas criações malfazejas! Para tal começou por pontapear um bebé chamado Idasa que, assim, já não o defrontaria no 25º Tenkaichi Budokai. Entrou de seguida na gruta onde viu Dr. Gero a pentear a cabeleira.
`Fiz extensões!' declamou o malvado cientista `Quem és? O gigolo que chamei é famoso por miar muito ao entrar! Não mias sócio?'
`Devo-me ter enganado na gruta. Procuro o temível cientista, o Dr. Gero!' retorquiu com firmeza o nosso campeão.
`O meu irmão-gémeo? Está nas suas invenções na gruta do lote 5, 2º esquerdo. Mas tens uma espada tão grande... Não ma emprestas por uns minutos?'
`Só se for pela cabeça do teu irmão. Temos acordo?'
'Claro que não!' negou o sujeito penteado.
Trunks cortou-o em dois e dirigiu-se à gruta certa.

Entrou e preparou-se para partir tudo! No entanto viu algo que o comoveu, deixou-o em lágrimas e o fez cair desamparado: estava o Dr. Gero a segurar um pudim! Não comia nenhum fazia mais de nove anos. Tinha de o ter! Avançou lentamente e disse:
`Boa tarde, como está? Será que me pode dizer as horas.'
Gero estranhou pois só recebia visitas do seu irmão, sempre embriagado e acompanhado de jovens formosos.
`São três e meia da tarde, mas quem és?' retorquiu o homem da ciência.
`Er... sou... um amigo do teu caro irmão! Ele pede pudins porque está para organizar uma jantarada. Podes fornecer alguns? Os convidados estão a chegar.' Gero chupou o pudim à Ricardo Araújo Pereira. `Já não há mais!' e, no meio de risos e roncos, acrescentou `Porque tens sangue na espadinha que trazes às costas?'
`Ah... isto foi... cortei-me no dedo!' e miou `Sou o gigolo famoso que mia. Queres festa grossa?'
Dr. Gero começava a achar que de facto não se divertia o suficiente.
`Pode ser, que queres em troca? Tenho musses!'
`Burro! Sou Trunks, o espadachim deambulante! Ruroni Trunks! Quero explicações antes de te destruir!' gritou temerariamente Trunks.
`Destruir-me? Divertes-me! Que explicações, por curiosidade?'
`Desejo saber tudo sobre androides!'
`Hm, uma vez que te curto vou fazer uma apresentação em PowerPoint a explicar isso.'

Passado 20 minutos Gero tinha acabado e Trunks percebeu que tinha perguntas a fazer:
`O que raio foi isso? O que aconteceu aos androides depois da jogatana de futebol? Ainda chegaram para o jantar?'
`Esses androides, do #1 ao #7, entraram em combustão instantânea pouco depois da futebolada. O #8, como era guarda-redes, safou-se, mas desapareceu. O #9 tentou escapar mas caiu de um penedo e partiu-se todo. Os outros ainda comeram frango comigo nesse dia mas estão a hibernar agora. Tens algo contra eles, colega?'
`Venho do Futuro que eles tornaram num caos.'
`Ai sim? Missão cumprida então!' e mandou um chuto na boca de Trunks, que foi imediatamente analisar a ferida causada pelo pontapé com uma lupa e um espelho. Concluiu que ia entrar em hemorragia e correu para a casa-de-banho. Fez as necessidades e voltou a sair mas não viu que não tinha puxado o autoclismo. Nisto surge um androide, #10, alto, de cara muito branca, com caninos prolongados, capa preta, cabelo negro aparado e bem penteado, um sotaque húngaro cerrado porém requintado e um cartão no bolso da camisa.
`Vim chupar pescoços de qua-quas ou humanos!' proclamou a criatura demoníaca.
Trunks percebeu que tinha sido o sangue a chamar o Nosferatu. #10 dirigiu-se à sanita e admirou o upper-decker. Voltou a sair e pisou o pé do Dr. Gero.
`A tentar escapar à nossa jantarada com vinhos, senhor Vladimir? Instalei uma barreira anti-fugas que o impede de fugir mais, não sabia? Tente e verá o que lhe sucederá' desafiou audazmente o doutor.
#10 ia a tentar mas lembrou-se do propósito do seu cartão.
`Trouxeste algum qua-qua?' perguntou o androide a Trunks `Trago uma receita que te vai deixar um amante da cozinha bolchevique, mesmo boa para chupar o foie gras com uma palhinha e o pescoço com os dentinhos' disse ele, próximo do nirvana.
`Foie gras? Sabes como fazem pudins com patos no futuro? É com os calcanhares deles!' e espetou-lhe um soco nos calcanhares `E essa barreira, Gero, faz mal aos níveis de colestrol?'
`Não, simplesmente explode os androides!' retorquiu este Einstein endiebrado `#11, liquida-o!'
Enquanto #10 rebolava de dores aparece outro sujeito com ar robótico com #11 pintado na cartola, que tinha apenas um olho, estava de pantufas e traje académico.
`Vamos lá ao negócio, és o dealer?' perguntou #11 ao nosso camarada `Tens ar de drogado, orientas-me morfex ou angel dust?'
Trunks pegou na espada e sacou um frasco com PCP que deitou fora `Drogas fazem mal!'
#11 pegou naquilo e injectou-se. Passado dois minutos arrancou o seu único olho e começou a dar cabeçadas nos joelhos. Havia falecido.

#10 inicia CPR mas já era tarde demais. Trunks lembrou-se então: `Espera! Tens de lhe acariciar a orelha para isso funcionar. Com uma rapariga isso resulta.'
`Cala-te! A culpa é tua! Vou lançar a minha fúria. Gero, dá-me um batuque que crie ambiente!'
Gero deu-lhe um puro som e Vlad estava pronto para tudo.
`Já apanhei o feeling, vou partir para a acção!'
`Porque estás a citar Da Weasel? Não encaixa na tua personalidade gótica' exclamou Trunks, o guerreiro de cabelo azul.
`O #11 falou em morfex e lembrei-me das cantigas que ouvia quando morava em Almada. Mas deixe-mo-nos de trivialidades e vamos lá à rap battle. Oh yeah!'
Trunks rebentou-lhe a cabeça com o seu charme ao expelir as seguintes afirmações:
`Venho do Futuro, sou duro, olho-te de cima, nem sei se a tua mãe te mima, já saí com a tua prima. Yeah yeah, ah ah! Comi-a numa esquina... a farinha! À tua prima disse “Olá doçura!” eu atirei “Baza” e acrescentei “para minha casa? Ou preferes já aqui? Chamas-te Mimi? Papo-te na mesma com um dó-re-mi!'

Outro androide havia chegado. `Que raio se passa aqui? Que basqueiral vem a ser este?'
`Dou-lhe com a alma!' terminou o rapper Trunks `Quem és tu?'
`Eu fiz perguntas primeiro, mas passo a responder ao inquérito: sou #12, o teu pior pesadelo! Fui concebido para aniquilar pessoas que se colocam no caminho do meu criador. Prepara-te para ser pulverizado, muahahahah' ameaçou o robot baixinho que cheirava a amêndoa amarga, tinha duplo queixo e arrotava uma chave no fim de cada palavra.
Gero, já desesperado, corria, de rabo empinado, para dar ordens finais a #12: `Usa as metralhadoras que tens em vez de sobrancelhas.'
Trunks transformou-se em Super Saiyan e sem perder mais tempo fez um Burning Attack destruindo todos os androides presentes. Gero implorou-lhe `One last drink, please!' mas Trunks não foi na conversa, gritando: `Isto é pelo #8!' e mandou-lhe uma cabeçada nas antenas. Teve então um breakdown.
`Seu nazista loiro, que raio fazes a chorar?' questiona Gero `O Exército Vermelho mata pessoas, é apenas natural que também mate androides defeituosos e sem utilidade, como o teu traidor #8. Matas-me mas o meu legado vai-te destruir e perseguir em tempos futuros. Come lesmas!'
Trunks recompôs-se e decidiu, finalmente, acabar a existência do doutor. Largou um cocktail molotov, para terminar tudo da forma mais irónica possível, que rebentou o laboratório. Depois de confirmar que tudo havia ido pelo ar concluiu:
`Ainda não vou comer a sandes porque pode vir a ser necessária se tiver fome dentro de um ovo.'

E partiu para o local onde tinha estacionado o seu veículo, a ilha do Tartaruga Genial. Rasgou as multas de estacionamento e enfiou-se lá dentro. `Partida, mas antes matar a Videl para ter o Gohan só para mim!'
Fez o serviço e voltou para o teletransportador. `De volta a casa então!' e pressionou botões.
Um azarado, o nosso ousado cavaleiro medieval, pois esqueceu-se que tinha de avançar 20 anos para voltar ao seu lar, e não mais de cinco décadas.


Crow & doom

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