5 August 2012

Agente Penedo Das Trevas Em Busca Do Tempo Perdido: Ano 1750

`Doraemon! El gato cosmico!' clama Trunks, espantado.

`Ojala mis sueños se hicieran realidad,
Se hicieran realidad por que tengo un monton!
Doraemon puede hacer que se cumplan todos,
Con su bolsillo magico mis sueños se haran realidad :)
Quisiera poder volar por el cielo azul!'
canta o Penedo.

`Este es el gorro-coptero!' retribui Doraemon, enfiando o mecanismo na cabeça de Trunks.
`Ja ja ja! Tu siempre ganas, Doraemon!' continuou o penedo, escorregando para dentro do buraco negro enquanto Doraemon e Trunks conseguiam escapar à força gravítica do mesmo.
`Doraemon! Como me encontraste neste malfadado canto cósmico? Estava prestes a transformar-me em massa Milaneza, mas sem sal! Salvaste-me, porquê?'
`Vi-me aflito para te encontrar! Primeiro ias chocando comigo em 750 e desviaste-me da trajectória, fui ter a 2011, a um sítio chamado Tóquio, e tive de ficar a auxiliar um jovem desajeitado, de nome Nobita, até arranjar combustível suficiente para sair dali. Passei mais de trinta anos lá por tua culpa! Ele agora é um empresário de sucesso mas perdi muito tempo naquela vida. Entretanto recebi notícia que tinham sido destruídos os andróides, tal como o Cell e o Buu, na linha temporal em que nos encontramos e tive de me apressar pois Arale não brinca em serviço! O plano de Gero sempre foi bem sucedido... Bem, deves ter fome depois de tanto tempo sem comer, conheço um sítio aqui perto com dorayakis apetitosos.'
`Eu comi dois abrunhos há umas horas. Quando manjo gosto de enfardar mas disto as minhas refeições por longos intervalos de tempo.'
`Assim evitas paragens de digestão, fazes bem. No entanto devo informar-te que já passaram algumas centenas de anos, nove para ser exacto, acrescidas de quatro décadas, para os habitantes da Terra.'
Trunks verificou o seu relógio. Era do Pato Donald. Nele observou que eram 3 da tarde e o ano ainda 810.
`És traquinas Doraemon! O relógio, tal como o algodão, não engana!' cuspiu Trunks, atirando-lhe um kangaroo pequenote para o bolso. Doramon cabeceou-o e levou-o de volta para a Terra. Trunks não queria acreditar que andava um kangaroo por ali e ficou a matutar sobre isso durante a viagem.

A meio da jornada viram um cão cósmico. Era Snoopy. Acharam giro mas continuaram em frente. Snoopy no entanto começou a ladrar.
`Fecha a gola, cão ranhoso!' ultrajou Doraemon.
`O Charlie Brown é nabo!' injuriou Trunks.
Snoopy, triste, sobe para o topo da casota, que ali flutuava. Tinham-no derrotado.
`Se agires com essa firmeza facilmente derrotarás Arale, ela tem fraqueza contra ofensas deste nível' afirmou Doraemon, sacando da bolsinha uma maquineta `Isto é o... Difama-Donzelas! Pode vir a ser necessário. Arale adora dar com pauzinhos na cabeça para fazer batuque. E em cócos. Portanto o plano é o seguinte: dançar ritmos africanos!'
`Hm, oh Doraemon, isso não me parece muito astuto da nossa parte. Que tal tirares um cóco gigante da tua bolsa de kangaroo?'
`Para emporcalhar isto tudo?! Gosto de asseio, no século XXII. Mas admito, faz sentido. Assim ela vai gastar os pauzinhos todos a dar-lhe. Ficará distraída e poderemos dançar sem receio.'
`Não viemos aqui para dançar!'
`Vê lá se queres ir recambiado para o buraco negro. Dançamos! Depois tratamos de nos livrar dela com o Difama-Donzelas.'

Os campeões da virtude chegam ao escritório do Yemma e observam que a Terra está com soluços. Arale deu-lhe um copo de água. Doraemon e Trunks prosseguiram com o plano.
`Atira-lhe o poio cor-de-rosa!' uivou Trunks.
O projecto correu-lhes de feição. Arale corria atrás do dejecto colorido e eles dançavam ao som de Buraka. Mas Trunks apercebeu-se de algo. `Estamos presos neste impasse há três dias e ainda não dispusemos de Arale.'
Ligou o Difama-Donzelas. Arale sucumbiu por entre ofensas ao seu carácter e sentido fashion.
`Viva!' gritou Trunks. `Mas era apenas uma criança!' Trunks riu-se. Mandou um pulo e vinte coices ao Doraemon.
`Noutra altura isso deixar-me-ia excitado, mas na actual situação apetece-me enfiar-me na bolsa' E enroscou-se muito em Trunks. Trunks emocionou-se. O pobrezito deve ter sentido saudades do tal Nobita ao ver a carinha de Arale na sua plena juventude.
`Não podes tirar nada da bolsinha que te faça feliz?'
`Arale deu cabe da Terra e deixou-a ensoluçada, nada pode salvar esta linha temporal. A única solução seria brincar aos engenheiros genéticos e levar-te ao próximo estado da evolução: um Star Child.
Havia ali gato escondido com o rabo de fora! Doraemon podia ser a arma final do Doutor Gero. No entanto, de facto a Terra estava num estado patológico lastimável e ele era fã de Frederico Níche e o seu ubermensch. Com o peito firme de um verdadeiro campeão aceitou a proposta.
`Vou magicar, então!' Doraemon tirou um mecanismo da bolsa e carregou no play. `Quando o processo terminar deves sentir uma breve náusea, é normal, e poderás restaurar a vida à Terra e ...'
`Pareces nervoso, gatinho. Mia uma canção!'
`Não há tempo. Estou nervoso porque da última vez houve muitos efeitos psicadélicos. Não sei se os consigo evitar, prepara-te. Vou alinhar os planetas!'

Trunks viu-se dentro de um ovo. Observou o corpo... era um bebé! Mas sentia-se iluminado, e com fome. Na mão, uma sandes. Mais, era ainda a sandes de atum feita pela sua antiga mãe. Lembrava-se vagamente da sua vida anterior mas tinha a certeza desse facto.
Depois de saciar a fome apeteceu-lhe criar um pequeno planeta. Arrotou uma folha de alface e dali fez a Nova Terra. Cuspiu sementes de sésamo do pão e fizeram-se os seres vivos. Expeliu o atum e dele fez a nova raça humana, os Atuns.
A profecia cumprira-se! Avé Akenatum!


Crow & doom

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