Estava eu a pregar pregos quando, de repente, um dos meus chinelos rebenta.
- Fotasse!
Eu tinha prometido que nunca iria a Fátima, mas era isso ou agredir, de forma inesperada, o Cró.
- Segura o martelo enquanto aperto, porque as drogas fazem mal - mas pior que isso é ser o veerbeck veerbeck veerbeck veerbeck!
Tiro as calças e proponho pintar o Veerbeck, este aceita.
- Queria tanto ver o pincel e a tinta do Cró, infelizmente não vem a Amesterdão, tu safas, a dor que irás sentir -, disse eu, com paixão no beijo que acabaria por dar no estojo artistico do holandês.
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"Os corvos na Holanda têm sede", pensava eu na casa-de-banho.
Ao sair dela, com a mente mais fresca, tropeço num frasco de compota espanhola fechado, "já fodi um pé, deixa ver se também fodi o frasco". Que história de encantar.
Falou-se muito em corvos, isso magoa-me. Emborco o frasco e eis que aparece a Gigantona, que deseja lambidela na tela.
- O Cró? Quando vais sair com a Mamushka?
- Temos tempo - digo eu, de pincel feito.
- Deixa estar, lol.
Foi assim que o Cró faleceu, e o problema se resolveu.
24 February 2017
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