11 December 2019

Penedo - Uma História de BViriathus

DIA 1

A Senhora Dona Ju, o Luis divertido, o Zé Bezerra e o filho da psicóloga, nenhum deles mitra, colegas na Escola Secundária de Viriathus, e das pessoas mais serranas da escola, foram contactados pela prof. Cátia Amor-Amor e o Instituto Português de Salgados para empreenderem uma empreitada geológica sobre o litoral, que nunca tinham visto derivado de serem gente de Viriathus.

Só lhes disseram que o paper, que deveriam apresentar em Cambridge na semana seguinte, deveria ter o título "litoral é brutal :D!!". Abriram o Word, escreveram os nomes, fizeram copy-paste do título, centraram na página e partilharam com os Professores do Comité de Organização, pedindo feedback.

"Já reparei que vontade não vos falta"
"Gostei da apresentação. O negrito nem tanto"
"Uau, já percebi que vão contribuir para que todos repensemos as nossas atitudes e que possamos, ainda, recuperar o que já estragámos."
"Vou andar sempre por perto! ;)"
"Acho que está a ficar um trabalho interessante! Gostei sobretudo do início!!!!!!!!"

Mas o comentário mais crítico veio da própria Doutora Amor-Amor:

- Não nos podemos esquecer que outras pessoas estão a visualizar o que fazemos e esperam que façamos o trabalho com gosto mas de uma forma responsável!! They're watching us!


DIA 2

No dia seguinte, começaram a recolher referências para fazerem o state of the art. Acabaram o dia a espetar cinco links para notícias de há 10 anos atrás do Abola.pt no Word. Tal como antes, pediram feedback ao implacável comité:

"É curioso."
"É certo que a notícias já não são actuais, mas os riscos certamente que o são. Bom trabalho? Fica a questão no ar... "
"Olá! Realmente as notícias são preocupantes. Vou-me mudar para Mangualde."
"Notícias interessantes! Um problema sempre actual!! Leva-nos a questionar: porque não cortar o mal pela raiz? Afundem o litoral!"
"O meu computador não tem Word, podem enviar em Notepad?"

A Doutora Amor-Amor tinha misteriosamente desaparecido, mas o sub-comissário, Charles Dar-winning tomou o seu lugar:
- Afinal qual é a política de ordenamento do nosso território? Quais são as grandes prioridades do nosso governo? Ver se algo acontece primeiro? Actuar para evitar? Que acham?

Foi despedido no dia por se revelar demasiado intrusivo no trabalho dos prodígios. Dizem que foi para as Galápagos com os Testudines observar tartarugas.

*******

No final do segundo dia, não havia uma única palavra nova no Word. A equipa estava a sentir a pressão, e estavam sem líder. Luís ligou para o Comité:
- Ai! Tentámos, tentámos, mas não nos vejo a fazer nada! A SoDonaJu já está toda desvairada, credo! Vamos desistir! Chamem outras para a fatídica tarefa!

Do outro lado do telefone, soou uma voz cavernosa:
- Eu estou confiante que não vão ficar pelas tentativas... certamente irão usar todo vosso empenho e desenvolver um excelente trabalho. Força, é sempre a remar...
- Remar para onde, meu querido? Aqui em Viseu não há rio de largueza suficiente!
- Promovam, previnam, sensibilizem, e façam coisas a favor das boas e grandes costas portuguesas. Fico à espera.
E desligou.

- Boas e grandes são as tuas primas!
- P.S. Cuidado com o que escrevem.


DIA 3

Ao terceiro dia, a construção de um saber conjunto tinha melhorado com a entrada de novo elemento, o Raimundo.
- O Algarve é “Rei” - anunciou.
- Talvez fosse boa ideia irmos lá, ver isso do mar e tal. Há comboios para irmos - disse um ser amorfo do grupo.
- Haver há, - começou Raimundo, vermelho de irritado - mas não são grátis e eu não sou maior por isso não posso ir para o Algarve sempre que me apetecer (claro que a seguir vão dizer o mesmo por mais que eu diga que não tenho disponiblidade, oh well). Então vá, para aqueles que é uma prioridade desejo-vos boa sorte mas parem de pressionar os outros a pensarem como vocês. Eu também tinha mais para dizer (a Anime Weekend não é Geologia porquê? Só porque não é no Algarve?!?).
- [ironia] Gostei da reacção: "não encaro uma viagem ao Algarve como uma prioridade na minha vida"... [/ironia] Há que fazer sacrifícios... - comentou a amorfidade.
- Raimundo, calma. Podemos pedir aos nossos pais! - outra amorfidade regurgitou.
- lol Mas isso dos sacrifícios é relativo... Não conheces bem os encarregados de educação aqui de *Viriathus*, nós pedimos pa ir ao Algarve e eles fazem-nos a nós o que Viriato fez aos Romani lololol

*******

O grupo foi todo junto ao comité para resolver a altercação. A representante Guida Ghedi ficou de julgar o caso e começou por contar a sua história melosa, de quando era um jovem a fazer um trabalho de geologia:


"Eu era puto metaleiro e um dia soube que uma banda que eu gostava vinha pela primeira vez a portugal.

Azar dos azares vinham ao Porto.

Sem cheta e sem autorização formal dos meus pais, estava bem lixado.
Lá convenci os meus velhos a darem-me 2 contos e meti-me num Alfa para o Porto com outro amigo.

Não conhecia o Porto, não tinha dinheiro para mais nada senão almoçar e comprar o bilhete do concerto (além do bilhete de ida e volta do comboio).
Fui e vim no mesmo dia. O concerto foi um show e nunca mais se repetiu em Portugal com os contornos que nós assistimos.

...

...

Tinha 16 anos.

...

...

Não me falem de dinheiro e outras cenas. Eu quis ir porque queria MESMO ir. E consegui. Foi uma vez na vida. Dei por muito bem empregue. Posso dizer que os meus pais ficaram com o coração nas mãos e tive de gastar 50 escudos só para dizer que tinha chegado bem.

O que vos foi pedido não tem nem metade do perigo ou gastos que eu ilustrei. Mesmo assim acham que não dá¡

O comissário lx_trooper tem uma ditado sábio para isso: "Queres ir vais, comes menos pizzas e vais menos ao cinema".

De Facto... Os sacrifícios fazem-se pelo que se gosta.."


Depois de ouvir a história atentamente, Raimundo retorquiu:

- ???? 2000$00 = 10€! Nem chega para ir d quim até Abraveses xDxDxDxDxDxD mas está bem ... perigo? Lá agora... Peace...

Ouve um silêncio, até que se ouviu uma voz cavernosa:

- Bem-vindo, espero que não causes muitos disturbios...

- OBRIGADO!!! K SIMPÁTICOS!!!


DIA 4

Nota dos autores: antes de continuar queremos dizer que o nosso "humor" vai ser aligeirado, já que fomos "convidados" a alterar posts antigos pelo comité dos Salgados. Sendo assim, continuamos esta publicação com piadas fáceis mas menos agressivas. /Fim da nota/

O trabalho prosseguia. Tão imersos que já estavam no tema, era agora difícil para o quinteto falar de arribas e falésias sem que lhes surgisse a imagem de algo que nao conseguiam explicar por palavras, já que a emoçao era tanta (NOT!). Sendo assim, ficaram-se por esta imagem:


No final do dia, acabaram o primeiro secção do trabalho.

- Foi BEM CHATO mas já acabou! - suspirou o filho da psicóloga, todo psicanalisado.

Notaram uma câmara que nunca tinham visto a voltar-se para eles, e uma voz de mulher vinda do aparelho disse:

- Não me pareceu de forma alguma chato. Aliás parece-me que neste momento conseguiram elevar o nível de credibilidade do paper face a potenciais interessados no mesmo. Desta forma, resta-me desejar-vos uma boa continuação do trabalho. Parece-me que estão a conseguir encontrar um trilho. Não foi nada "chato", pelo contrário, vocês parecem tão (“altamente”!!) dinâmicos como o litoral ;)


DIA 5

No início do quinto dia, começaram a escrever as conclusões:

"Coesão dos materiais, o quão coeso a rocha é"

E receberam logo feedback:

"Como é que uma conclusão desta magnitude ainda não tinha sido concluída antes?? Parabéns ao génio que a elaborou!!"

Isto ainda antes de almoço, foi um enorme boost no moral da equipa de geólogos de algibeira. Durante o almoço, o Zé Bezerra, o mais burro dos cinco, sugeriu incluir o seguinte nas conclusões:

- A abrasão é uma chatice!

- Mas oh Zé, em Benagil antes existia uma gruta que hoje é uma praia, caiu em 1987 graças à abrasão. Sempre é mais útil que uma gruta - opinou a SoDonaJu.

Mas estava uma câmara por perto, e ouviram:

- Quantidade não é qualidade. Não me estou a referir ao vosso trabalho, mas sim a falar de uma forma em geral: não devemos estar sempre a concluir. Queria também alertar-vos para uma situação que começa a ser cada vez menos comum (mas ainda praticada) na web dos dias de hoje - O Plágio. Já em 401 AC, Platão concluiu que "a abrasão é muito inconveniente". Copiar de Platão tem um side-effect indesejado: eventual informação errada, visto que ele era um atrasadote ... ah, e serem processados. Resta-me despedir, desejando um bom trabalho ou melhor, uma boa continuação porque bom já ele está a ficar. Força nisso.

Depois daquele choque, retomaram o trabalho. Foi um dia muito produtivo, com vários deles a escreverem ao mesmo tempo no mesmo teclado. Luís estava entusiasmado:

- Não há flor como o girassol, não há animal como a borboleta, não há nada como a tua mão para me bater uma punheta! Raimundo! Esquece, fica só o desabafo.

Raimundo estava concentrado na escrita. Já só faltava a última secção, a mais difícil. Tinha de ficar para o dia seguinte.


DIA 6

Pela manhã, receberam uma mensagem de voz gravada do comité:

"Vocês podem perceber pouco de "queijo limiano" mas sabem bastante acerca das zonas costeiras e partilham as vossas aprendizagens com todos nós (não sei se fariam o mesmo com o queijito!!!!). Estão a fazer um excelente trabalho de investigação. Quem os lê aprende a filosofar :D Continuem porque estão no bom caminho... Mas não se esqueçam de registar o nome do avatar (Se entretanto já o fizeram, ignorem isto)!"

- E viva ao queijo... - gritaram os cinco amigos.


[fora da história]
Catarina Reis disse...

    Olá a todos!

    é só para vos dizer que já me ri com o vosso blogue! parabéns pelo trabalho e pela boa disposição!
    Continuem o bom trabalho e um bem haja ao vosso professor!
[de volta à história]


Apesar do feedback, o grupo sentia-se um pouco perdido. Como tal, decidiu iniciar um inquerito pela escola, auscultando opiniões sobre o paper.

"Está bastante José Sócrates" - Angel of Death
"Não vivo sem ele" - 16 pessoas
"Falta o César" - Serza
"Sem palavras xD Conseguem falar de um tema sério a filosofar xD Está muito fixe :D" - katia T.

Depois de analisarem longamente os resultados, decidiram pedir a Serza, indivíduo com propostas arrojadas, para integrar o seu grupo. Serza tinha sido despedido de outro grupo de investigação devido a divergências com a líder Joaninha, uma parola qualquer. Além disso, os nossos protagonistas são bastante mais giros, ele gosta da SoDonaJu e o Luís gosta dele (como amigo, claro...). Luís, à lá Tolstoi, enumera as seguintes características:

- É gordo, baixo, usa brincos e tem dois queixos. Além disso, acha que um elefante é maior que a Lua. Concordas Serza?

- Eu...

- Muito bem, senta-te aí no canto.

Vamos deixar um excerto do trabalho glorioso realizado nessa tarde, para terem uma noção do que estes meninos conseguiam:

"Jazigos Minerais são acumulações de rochas  que o Homem explora. Muitos minerais e rochas são (*cough cough*) matérias-primas vitais para o Homem e para o cão, apresentando uma grande importância industrial e social (por exemplo, quando arremessas um calhau a um sócio). Onde estariam as sociedades actuais sem calhaus? Eu cá não sei."

- Vocês são quase tão grandes como eu!!! Continuem assim e rezem que vão longe. - disse uma voz cavernosa - Cristo... YOU'RE FIRED! - ahh, era Deus!

O comité, no entanto, retrógrado, reagiu:

- Temos que passar para outra escola de pensamento teológico que esta está a ficar um pouco.................................... "pesada"!

Serza, idiota como era, gritou:

- A bauxite tem importância na indústria dos automóveis, da electricidade e da construção, o brómio destina-se principalmente ao tratamento de água e à indústria farmacêutica, a fluorina na química e o mercúrio em pilhas e medicina dentária! Vejam bem!! O fosfato dos detergentes na nossa própria alimentação assim como os sais.

- Fosfato? Só se comerdes ração de gado... seu patife. - disse Raimundo, o sábio. - Após esta trEbalheira toda é isso que dizes?

- Será possível?! Quase que morro a ouvir estas coisas xD Está muito fixe.. :P - katia T. não resistiu a passar lá para sublinhar a sua opinião.


DIA 7

No último dia havia muito a fazer e como tal acordaram pelas 14:35. Depois da zaragata do dia anterior, o filho da psicóloga vinha com uma ideia:

- Pessoal... e se em vez de um paper... fizessemos um fan club?

- Estás parvo? O paper está prestes a esticar o pernil porque a ASAE anda aqui a fiscalizar a venda de calhaus fora de prazo, mesmo estando nós a produzir uma sopa de pedra de gabarito com as samples! Não é altura de mudar de direcção!! - diz Serza, que tinha entrado no grupo 18 horas antes.

- Bem, eu pessoalmente não encaro o paper (nas suas vertentes académicas e de divulgação) como uma prioridade na minha vida (e acho que não sou o único) - lentamente, o filho da psicóloga cruza o olhar com o de SoDonaJu, Zé Bezerra, Raimundo e... Luís não, teve vergonha.

- Claro que eu gostava que o paper evoluísse, e se for na forma de clube que seja, e estou disposto a ajudar no que puder....... mas para mim não é assim tão importante. - disse SoDonaJu, um pouco hesitante.

- Também já fui sócio do Benfica (fizeram-me sócio quando nasci e fiquei até começar a pagar quotas, eu sou do Sporting) e do Belenenses (meu 2º e último clube português, mas era sócio mesmo só porque estava lá na natação), mas pronto. - comentou, saudoso mas talvez algo despropositado, Zé Bezerra.

- O filho da psicóloga falou-me disto a caminho da escola e já estava à espera que este tipo de comentários começasse. - disse Luís, subindo para cima de uma mesa - Fiquem a saber que já fui presidente do fan club do Tony Carreira e o que posso dizer é que há muita garandes fan clubs em Portugal. Apesar de ser um club de música "pimba" é um grande club onde todos estão juntos por um "bem" comum. As fans encontram-se regularmente em almoços e juntam-se para irem aos concertos pelo país e pela Europa. É assim que um club funciona. Todos juntos por uma coisa que amam. Sei que não é fácil para todos se juntarem, mas não digam que é pelas distâncias, hoje já há autoestradas e transportes para todo o lado, principalmente para as grandes cidades. - o tom de voz e intensidade de movimentos de Luís foram aumentado à medida que prosseguia. Caiu ao chão, exausto.

Os quatro interlocutores estavam de lágrimas nos olhos com discurso tão motivador. Raimundo estava já disposto a ir lavar pratos para poder ir ao Algarve. A respiração de Luís era quase imperceptível, o seu corpo só gemia... Apesar de os ter motivado, parecia perdido.

Mas não! Eis que, do céu, surge um PENEDO. Com olhos. E capa vermelha. E calças de ganga. E sensatez. Era Penedo, o Super-Calhau.


- Hulha! Está ali um jazigo! - gritou SoDonaJu.

- E olhem as suas calcites! - exclamou Serza.

- São de ganga! - gritaram em uníssono.


[Nota dos autores] Para quem está desatento, "calcite" é um mineral e "ganga" é o minério não-aproveitado. [/Nota dos autores]


Os amigos ajudaram Luís, rejuvenescido, a levantar-se, para ver aquela maravilha. Riram muito. Abraçaram o calhau. Cantaram. Atiraram uns paus.

— Olá meninos! Estão todos bons? Vocês sabem que gosto muito de vocês. São as melhores pessoas que já conheci. Vamos ao que interessa: Tenho um anúncio muito imp... - mas o Super-Calhou foi interrompido por uma voz cavernosa, Deus.

- Cala-te Super-Calhau... O Super-Calhau está ali cheio de sentimentalismos, para dizer algo tão simples como "sou um fraco e vou morrer."  Pois é! Tal como qualquer ser humano (coisa que o Super-Calhau não é nem de longe nem de perto, apesar das calças) - e tirou-lhas -, o nosso grande herói, que ao mesmo tempo é um calhau, também vai morrer. E de quem é a culpa?

- Do Só... - começaram por dizer os meninos.

- Nãããããããããããoooooo! Não é do Sócrates... É de toda a raça humana. Os humanos perseguíram o Super-Calhau durante toda a sua vida e agora que está acabado é que os humanos o deixam em paz. Que marotos! Esta proposta que vos fiz através dos meus agentes sinistros para um paper era uma tentativa de salvar a raça dos Super-Calhaus! Mas demoraram muito tempo, só sobra este espécime. Eu tentei que vocês se apressassem, mas o prazo passou... O Calhau vai virar areia.

- É verdade, Deus. A pedreira de onde venho agora é uma piscina de criptonite. Usada para efeitos de lazer pelo Jet-7 de Viseu.

- Por falar em lazer, já estamos a entrar em horas extraordinárias e ninguém nos paga a dobrar, por isso, Adeus! - concluiram os nossos investigadores.

- O Super-Calhau quer ser sócio da selecção?! xD - katia T.


Epílogo:

O paper acabou por ser publicado, na sua vertente ainda inacabada no Cambridge Yearly Review, em destaque de capa. Isto foi há vários anos, há rumores no mundo académico de que se tivesse sido terminado teria feito à Geologia o que Perseus fez à Medusa. Há registos de avistamentos de Calhaus voadores, mas não há relatos fidedignos de comunicação direta com esses seres agora mitológicos.

Cátia Amor-Amor foi dada como desaparecida, mas foi encontrada uma mensagem cifrada no Spa de Freixo de Espada-à-Cinta:

"Parabéns por este início de paper fantástico, já me ajudou bastante. Está muito claro, de uma maneira relaxada, descontraída e também muito simples. Espero que o terminem. Se fosse adoptada uma "postura" mais cientifica, estou convicta de que iria ser um paper mais aborrecido e certamente que não estudaria por aqui como fiz, pois o livro já apresenta a matéria com essa "postura" mais cientifica."

- Bem siceramente eu não veijo diferença nenhuma entre o paper e o livro, apenas que existem referências antigas e recentes e as alterações que eu veijo cuncidero que são naturais tendo em conta que existem ciclos na Natureze, e nada fica igual, tudo se move, por isso essas alterações são perfeitamente naturais... - afirmou Joaninha, parola e invejosa do sucesso dos nossos campeões da Ciência, ao ler o recado do além. E nisto cai-lhe um Penedo em cima.

3 comments:

  1. Nesta narrativa apoiamo-nos numa técnica milenar que não nos é habitual mas que considerámos nesta ocasião ser a mais apropriada: O Plágio. No entanto, graças a uma referência meta extretamente certeira algures pelo texto e também ao facto de termos sido partipantes muito activos nas duas principais fontes (eu numa, quem assina comigo em ambas), está tudo bem. De qualquer forma, como intelectualmente a nossa honestidade não tem limites, colocamos de seguida a bibliografia consultada:
    http://zcosteirasa3.blogspot.com/2008/02/apresentao-grupo-a3.html
    https://boards.theforce.net/threads/off-topic-discuss%C3%83%C2%A3o-semanal.26556911/page-3

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  2. Faço também notar que isto acaba por ser *SPOILERS* a origin story do Penedo, uma das personagens mais presentes nas nossas histórias. Penedo esse que depois acabou por viajar pelo Universo Star Wars, Dragon Ball e afins.

    Notem também que isto se passa no universo Viseu, onde já se situava a “Idílica histórinha para o dia das crianças” de 2011.

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  3. Para ajudar os leitores a situarem-se é importante notar que este "Viseu", ou "Bizeu", é toda uma cidade (e região circundante) desenvolvida por nós. Não negamos a inspiraçao que Thomas More, Stephen Hillenburg e Ken Levine, entre outros, nos prestaram, mas pensamos ser óbvio ter ido ainda mais longe, pois, para aumentar a imersão das nossas fábulas, puse-mo-la literalmente no mapa. Hoje em dia Viseu pode ser visitada e se o fizerem vão disfrutar de uma longa história e cultura, que tivemos o cuidado de mesclar com a portuguesa, e dezenas de milhares de NPCs que parecerem realmente ter trabalhos, preocupações, alegrias, enfim... vidas. O orçamento para desenvolver a AI que vão experienciar foi em parte fornecido por uma bolsa de investigação da Valve para projectos de augmented reality. São inúmeras as quests em que podem participar, basta irem ter com algum NPC e proclamarem, alto e bom som, "o que posso fazer por si neste solarengo dia, meu bom biziense?". Apesar disso, ainda achamos que a melhor forma de explorar Viseu de modo narrativo é através dos contos partilhados neste espaço. De uma maneira ou de outra, aproveitem Viseu: foi por vocês que a criamos.

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