28 August 2019

[BURLA #1] Márcio Bros

Esta semana um leitor felicitou-nos pelo nosso trabalho na saga "Márcio Bros.", dizendo que tem os dois primeiros volumes, datados de 2014. Foi com espanto que lemos a sua carta, uma vez que nunca publicámos tais histórias. Pedímos ao leitor que nos enviasse uma amostra dessas histórias, e ele facultou-nos a primeira página de cada uma, que colocamos nesta publicação.

Podem notar que é uma forja bem conseguida, imitando o nosso estilo de "Confusão Parva" mais prevalente na nossa fase (ainda anónima) de 2006 a 2012. No entanto a história data de 2014, um período de inatividade criativa da nossa parceria e, ao lerem a história com atenção, irão notar que a história não parece ser escrita por duas pessoas (como é nosso hábito) mas por, pelo menos, oito mãos descoordenadas. 

Não nos iremos alongar na análise para já, mas o Crow está a preparar uma redação para ajudar o comum leitor a apanhar este tipo de burla.

Márcio Bros. I: Márcios vão à missa ateísta e acabam num chalet


Os irmãos Márcio estavam desejosos de provar que eram machos através de um feito inédito. Canalizadores de renome como eram, decidiram participar num pornô usando um instrumento conhecido como o “Cofrinho mágico”. Dentro do “cofrinho” encontravam-se uns coletes de cabedal, três perucas vermelhas e um bonito dragãozinho com um sabre, Yoshi-mitsu.
Estavam a sair quando surge um desajeitado par de mamas.
- Olá! - cumprimentou a moça, escorregando na casca da banana do famoso irmão dum outro Luigi, esse com bigode - Viram R. Dawkins? Abusou de mim ontem e nem sequer ligou depois.
- Ohmeohdels! - exclamou Luigi - Estive na missa ao seu renascimento como Penedo e vi uma donzela cheirosa com três pelinhos no queixo. Miei-lhe muito, dancei a “marrabenta do amor” e perguntei-lhe o nome. Chamava-se Salamona, e tinha uma grande...
- CUIDADO COM AS POUCAS VERGONHAS!
- MINHAS VERGONHAS NÃO SÃO POUCAS!
- Luigi, acalma-te lá antes que te fique a laringe inflamada e não possas comer torresmo. - advertiu-o Márcio.
Torresmo e seios era o que Salamona gostava. O que era estranho, visto que, de facto, tinha uma grande árvore plantada entre os mais carnudos fêmures ja vistos na Marciolândia. Tinha comido todo o torresmo mais gordurento que encontrou e se preparado para a sensacional película pornográfica dos irmãos Márcio.
[fim do excerto]

Márcio Bros. II: Márcios fazem uma tour do amor pela Península Ibérica

Márcio Márcio e o mano Luigi Márcio decidiram dizer às suas esposas “Salsicha saltitona, livra!” e agarraram numa machadinha e mataram-nas. Ingerir demasiados cogumelos numa madrugada de lua-cheia é propício de ânsias sanguinárias generosas em maionese.
- Luigi, estamos livres! As meretrizes com os peitinhos cobertos de margarina do bairro nojento de Viseu, que parece um pantanal, esperam-nos!
Luigi lambusava-se. A baba acumulou-se até inundar o pensamento de Márcio: queria moças roliças, embora fosse divulgado que, abaixo da Galiza, algumas delas escondiam uma potente quantidade de pelugem. Itália, ora sì guardami, há muito desesperada pela depilação mundial, atira um Penedo, ou dois, conforme ...
- Acorda Márcio! Estavas a encavacar. Chegámos ao Pingo Doce e o bairro do prédio porcalhão, frequentado pela alta-média classe, aprochega-se - gritou Luigi.
- O Borgório anda a fingir que faleceu - avisou a motorista - mas procurem-no que um espécime machão papou-me e recomendou-o.
- Isso é anti-natura! - disse o Dave Grohl, raptando a senhora para formar um supergrupo de cozinheiros hermafroditas.
Os italianos seguiram, sozinhos, para o bairro alto para comerem pudins e vislumbrar senhoras. Avistaram um ganso a ser afogado nas suas mágoas.
- Que se passa? Porque afogas o ganso da tia Clotilde? És o vil Borgório? - inquiriu Luigi Márcio, triste.
Fechando a braguilha, Márcio Márcio saca uma navalha das ventas de Luigi e esfaqueia o marido de uma robalo, que cometia poucas-vergonhas. Riu-se do sucedido quando a robalo interveio:
- Drip bloop!
Frustrado, Borgório jurou abandonar o disfarce! Mas Zeus fulminou-o, deixando-o sem o disfarce de todo. O ganso agradeceu. Rafiki ergueu Simba, mas enganou-se no animal, erguendo o tostado Borgório e o tornado bóhrio, quase deixando-os cair.
- Caruma, caruma, caruma, perdi a minha pratada de bacalhau-com-natas - reclamou Luigi, vestido de pequenas rodas.
Pouco depois ele avistou uma formosa senhora à janela. Peitinhos de perú caíram do céu de tão bela que era: clip clop squeak! O seu nome era Andrej Pejic.
- Bonsoire, Andreia Pevide! - cumprimentou-a Luigi Márcio - Je mápéle Luigi. Voulevous coucheavecmoi, c'est soire? - mostrando a sua fluência linguística.
- Vêm-me às fuças! - acrescentou Andrej, carinhosamente.
Ao mesmo tempo, Márcio Márcio prescutava uma série de asiáticas jeitosinhas.
- Apetite! Nada como japonesas, ou qualquer jovem de olhos em...
- Alto! - gritou a robalo, invejando a atenção - dou-te uma facada! Que vem a ser esta parada de gueixas?
Marcio chateou-se e usou a dentuça do seu pai, de edição limitada, para a devorar.
- Ai, despacha-te Marcio, o bordel vai fechar! - avisou uma das japonesas gostosonas, que cheirava a amor - Não tenho tempo para me preparar para plantar batatas, anda lá que vamos caçar gambozinos.
Dirigiram-se os dois para a casa do Dunkel com uma inflamação na virilha. Dançaram muito flamenco até o dentista chegar:
- Dr. Dunkel, queremos fazer o amor sem recorrer a pasta dentífrica. Que outro estimulante recomenda?
- Vietnamitas irreverentes diriam que a escolha pode ser feita enquanto perus indagam. Portanto, recomendo gasolina.
Márcio apressou-se a adquirir o elixir fazendo o pé-coxinho em direção à Galp
[fim do excerto]

No comments:

Post a Comment